segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

"Stop Bullying"

 

VEM AJUDAR A PREVENIR O BULLYING...

TRAZ DOIS AMIGOS TAMBÉM!

Stop Bullying é um jogo de tabuleiro cujo objetivo é prevenir o bullying de forma divertida levando as crianças a ter comportamentos mais adequados.

Ao longo do jogo irão surgir questões relacionadas com o bullying, partilha de histórias através da expressão e verbalização das emoções sentidas que nos irão ajudar a refletir sobre os nossos comportamentos e a conhecermo-nos melhor.

REGRAS E CARTAS DO JOGO

1.    Baralha as cartas e escolhe os peões;

2.   Lança o dado;

3.     Tira uma carta que pode ser de:

    a.  Pergunta/Reflexão;

    b.  Ação;

    c.  Desenho ou Mímica;

    d.  Desafio de Grupo;

    e.  Especiais (podem fazer avançar mais rapidamente).

4.   Se não responderes de forma correta ou não cumprires os objetivos poderás ter uma penalização.

5.   Cada jogador pode efetuar apenas uma jogada de cada vez (exceto se alguma carta especial o permitir).

6.   Depois de terminada, passa a vez ao jogador que se encontra à tua esquerda.

 ATENÇÃO, ATENÇÃO!

VAMOS COMEÇAR!


 

 

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

PEÇA DE TEATRO «CONVERSA ENTRE DENTES»


     No dia 12 de dezembro, no Auditório da Escola Escultor António Fernandes de Sá, foi representada, pelo grupo de alunos que integra o livre, solto e indomado Clube de Teatro, a peça "Conversas entre Dentes", sobre Higiene e Saúde Oral, peça essa dirigida a um público de 1º e 2º Ciclos.
      Devido a um imprevisto de mau tempo, muito mau tempo mesmo, as turmas de 3º e 4º anos da Escola J.I/1ºCiclo de Gervide viram-se impedidas de fazer a necessária deslocação, mas a peça foi, não obstante, representada aos alunos das turmas do 6ºB, 6ºC e 5ºE.
       Houve um enredo dentro do enredo, muita interação com o público, canções e danças...e conselhos sobre hábitos de higiene oral, promotora de uma saúde oral integral.
     Agradecemos o empenho do elenco e o entusiamo do público, esperando que esta "prenda de natal" fique sempre no baú das boas memórias natalícias! Um beijinho de gratidão à Senhora Professora Sílvia Alves pela conceção e realização, em tempo record, dos adereços (sem os quais a peça não poderia ser representada). O teatro é um pilar fundamental das pontes de união entre todas escolas...e ainda bem que assim é! 




segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Rubrica: Bibliografia pedagógica na biblioteca escolar

 

Recomendação de leitura n.º 5

“Sanderson & a Escola de Oundle”

Agostinho da Silva

“Toda a tentativa de reforma é inútil para quem põe como um dogma que os homens são naturalmente maus e que a luta pela vida é uma lei inelutável.”

Pag. 23 de “Sanderson…”

Resolvemos continuar com mais um livro de Agostinho da Silva que a nossa biblioteca escolar possui: “Sanderson e a Escola de Oundle” dedicado desta vez, plenamente, à temática da Educação.

Partindo de uma breve biografia da personagem de Sanderson, um inglês nascido em 1857 e destinado, por nascimento e condição social, para estudos relativamente limitados, Agostinho da Silva traça, em linhas muito diretas, os momentos-chave da sua formação. Homem de grandes e múltiplas qualidades, nelas figurava a sua enorme obstinação em conseguir aquilo que consignava como objetivo. Dessa forma soube agarrar uma oportunidade para dirigir a Escola de Oundle, algo que muitos membros da comunidade não consideravam ser apropriado para ele.

Desde o início do seu mandato e sem olhar a meios, - cortando a direito como alguns dizem – Sanderson foi primeiro impondo, depois conquistando e convencendo todos os membros da comunidade escolar. Ao longo dos anos em que se manteve na escola e que se alargaram por três décadas, o número de alunos foi aumentando, passando de apenas uma centena para cerca de seiscentos.

Os seus métodos, os conteúdos, disciplinas e formas de trabalho utilizados enquadravam-se naquilo que posteriormente se veio a chamar de Escola Nova. Nos últimos capítulos do livro, Agostinho da Silva, de uma forma que lhe é muito própria e já evidenciada noutros dos seus livros, discorre acerca daquilo que descreve ou explica, usando os seus próprios conceitos e visões. É assim que acontece, principalmente nos dois últimos capítulos – o 6 e o 7 – que, além do mais, apresentam uma atualidade surpreendente e uma magnífica clarividência, conseguindo fazer dialogar uma obra escrita em 1940 com as problemáticas das duas décadas posteriores ao ano 2000, com vantagem da primeira em muitos dos aspetos abordados. Este livro é, sem margem para dúvidas, um poderoso indutor de novas ideias sobre a pedagogia e a organização das escolas. Por isso, recomendar a sua leitura é uma obrigação para quem o tiver lido.

Terminamos esta breve resenha com alguns comentários seguidos de uma pergunta:

Como sabemos houve e há no presente muitas escolas que se reivindicam de ideários ligados à Pedagogia ou Escola Nova. Relacionado com Portugal, um dos nomes cimeiros desta pedagogia, com obra escrita e seguida em escolas reais, mas na Bélgica e não em Portugal, foi o pedagogo Faria de Vasconcelos. Mais atualmente, a Escola da Ponte tem sido muito saudada como projeto real e de sucesso de Escola Nova e o seu mentor, o professor José Pacheco, após a sua aposentação em Portugal tem andado sobretudo no Brasil a espalhar as suas ideias e práticas.

As escolas que se se podem identificar como Escolas Novas – onde a Escola Moderna de Freinet, em França, se pode também enquadrar – têm sido alvo de muitos elogios, mas também de alguns reparos críticos. Neste último campo podemos apontar vários artigos e um livro do francês Georges Snyders – “Pedagogia progressista” e não só – que analisa comparativamente a Escola Tradicional e a Escola Nova. E a crítica, como todos sabemos, desde que bem fundamentada é sempre bem-vinda e promotora de melhorias a vários níveis.

A pergunta é esta: porque é que estas escolas, tão bem consideradas e elogiadas, e além dessa reputação, com tantos motivos para serem seguidas pelos valores e qualidades que, definitivamente, possuem, não constituem a maioria das escolas no mundo e, pelo contrário, são extremamente minoritárias? E dizemos desde já que as respostas que pretendemos não são aquelas que se satisfaçam com possíveis desânimos, mas sim as que se interrogam e promovem os caminhos do futuro na educação.

Henrique Santos





"Cânticos de Natal na Biblioteca Escolar"


Entoação musicada de cânticos de Natal na BE


                             

Atividade de parceria entre a colega de Educação Musical, Solange Silva, e a Biblioteca Escolar.

TURMA

DIA

HORA

6º B

13 (quarta-feira)

10h

6º C

13 (quarta-feira)

16h

6º D

14 (quinta-feira)

10h

5º D

14 (quinta-feira)

16h

5º A

18 (segunda-feira)

12h

6º A

18 (segunda-feira)

16h

Foram convidados os respetivos DT para virem assistir com a turma com que estivessem a ter aula.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Rubrica: Bibliografia pedagógica na biblioteca escolar

Recomendação nº 4


Sete cartas a um jovem filósofo 
Agostinho da Silva 


    “Do que você precisa, acima de tudo, é de não se lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus.”
 
Agostinho da Silva, in “Sete… “. 

    Esta semana trago um livro de um autor muito especial, do filósofo, ou mais propriamente, do polímata Agostinho da Silva. Este português foi um verdadeiro homem dos sete ofícios (intelectuais e manuais que também prezava) dadas as artes, ciências e filosofia sobre as quais escreveu, refletiu, dominou, agiu e divulgou. Para uma visão mais ou menos asséptica dos domínios em que Agostinho se envolveu a Wikipédia serve. Para uma visão mais pessoal, aprofundada e apropriada do que significou Agostinho no mundo do pensamento lusófono – envolvendo principalmente Portugal e o Brasil – aconselho vivamente um documentário extremamente interessante chamado “Agostinho da Silva - Um pensamento vivo”. * 

    Na década de 90 do século XX, Agostinho, já com idade relativamente avançada, tornou-se famoso na esfera pública através de inúmeras entrevistas que deu na televisão onde expôs o seu pensamento fora do comum, de invulgar alcance e interesse. Foi mesmo moda, algo de que se apercebeu a dada altura e lastimou. No entanto, pode dizer-se que fora dos estudiosos e daqueles que mais se dedicam aos assuntos culturais, Agostinho não era conhecido antes dessa década e a sua obra e pensamento têm sido relativamente esquecidos. Em Portugal, antes da sua partida para o Brasil na década de 40 dado o sufoco a que vinha sendo submetido pelo regime opressor fascista, a sua obra de divulgação cultural e de edição bibliográfica foi enorme. Já no Brasil, o seu papel foi de um alcance incomum. Fundou várias universidades, sempre num registo de aliança com a intervenção na vida do povo brasileiro. As preocupações com a melhoria da vida do povo, do combate às secas, da dotação de quadros médicos e de outras valências sociais foram suas preocupações de formação nas regiões onde viveu. Nas suas próprias palavras, cultura começava no cozinhar e noutras tarefas básicas sobre as quais se erguiam outras formas consideradas mais elevadas de cultura. E também, ainda nas suas palavras ditas em entrevista, a cultura distinguia-se logo pelos “3 S’s: Sustento; Saber; Saúde.” Agostinho soube também envolver – e fazer crescer - à sua volta, personalidades que mais tarde tiveram um papel fulcral no mundo da cultura brasileira de que damos como exemplo, entre outros, os irmãos Maria Bethânia e Caetano Veloso e o cineasta Glauber Rocha. 

    O livro “Sete cartas a um jovem filósofo”, é um livro de fácil e agradável leitura, provavelmente porque o autor o pretende didático. Não que lhe faltem alguns momentos de dificultosa leitura, pela invocação de conceitos não habituais. O jovem filósofo a quem as cartas são dirigidas talvez não seja um jovem em concreto, mas antes qualquer ser humano que erija o pensamento a voos mais altos do que a simples vivência no mundo. Neste livro, Agostinho utiliza um pseudónimo – José Kertchy Navarro – que é aquele que escreve as cartas e aconselha. Agostinho, na parte final do livro, elabora alguns documentos onde dá conta da biografia, inventada, da personalidade deste pseudónimo. 

    “Sete… “é, de facto, um livro de um filósofo, mas também um livro de um poeta, ou mais propriamente de um filósofo poeta: questiona, mais do que afirma, reflete, muito mais do que apresenta soluções; imagina, mais do que lança hipóteses concretas e embarca no poder da palavra sugestiva mais do que na elaboração de conceitos. E de forma tão própria a Agostinho, combina no mesmo plano duas ou mais possibilidades no mesmo nível de eficácia ou de insucesso, a partir daquilo que delas pode resultar em abstrato. 

    Neste livro, como já dissemos Agostinho utiliza o poder de um pseudónimo, não se sabendo se se esconde ou se se revela nele. Afinal de contas, naquilo que conta de José Navarro relativamente às suas particularidades biográficas, Agostinho não tem contemplações ao apontar os seus defeitos mais ou menos evidentes ou ocultos perante qualquer crivo crítico. 

    Agostinho, em todos os seus escritos e neste de forma muito explícita, por um lado, afirma não querer convencer seja quem for. No entanto, não se coíbe de criticar os caminhos que vê serem adotados pelos outros e principalmente por aqueles que lhe são mais próximos (os tais jovens aprendizes de filósofos que o consideravam de mestre, algo que ele recusava como estatuto). Não deixa também de mostrar a sua dialética de opções pessoais julgando-as preferíveis a outras que descreve. A sua defesa relativamente à não tentativa de convencer é a sua afirmação constante de não considerar ser em si próprio um exemplo. Em “Sete…” Agostinho, na escrita de Navarro, pratica a arte de dar conselhos a alguém que preza e a quem reconhece amplas potencialidades. Por isso, não é parco nas críticas, nem tem receio de ferir o seu alvo – o jovem aspirante a filósofo – de modo a conseguir que ele fuja aos caminhos da facilidade, do enlevo fácil ou dos ofícios para os quais não possui vocação. 

    Agostinho - ou Navarro, pensamos que os dois, - não deixa de ser uma caixa de surpresas filosóficas. Numa perspetiva alinha com Kant na negação do conhecimento da “coisa em si”, mas, ao mesmo tempo, afirma que estuda com grande vigor as ciências existentes. Este é um livro de um filósofo consagrado não na academia, mas na vida de todos os dias e de todas as tarefas. É isso o que representa Agostinho da Silva neste livro. Um filósofo aberto ao mundo e aos outros, sem transigir com as facilidades nem ocultando os seus pensamentos mais agudos. Nele, transparece sobretudo, o que é capaz de confessar a mais estrita humildade perante aqueles que aparentemente detêm menor poder, menor conhecimento ou uma autoconsciência menos aguçada. 

Henrique Santos 
2023-12-06

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Parlamento dos Jovens

 


     Hoje, dia 5 de dezembro, às 10,30h, teremos, com muito gosto, a presença na escola Escultor António Fernandes de Sá, do Sr. Deputado Alfredo Maia, participar num debate no âmbito do Parlamento dos Jovens, iniciativa que conta com o apoio da Biblioteca Escolar. 
     O debate tem como objetivo dar a conhecer a Assembleia da República, o significado do mandato parlamentar, as regras do debate e o processo de decisão do Parlamento, para além de constituir uma oportunidade para impulsionar o envolvimento da comunidade escolar na concretização das atividades do Parlamento dos Jovens.
  Como forma de fomentar o desenvolvimento do espírito crítico, do posicionamento ideológico informado, da proatividade no enquadramento político-social do país e da formação de cidadãos conscientes e responsáveis no exercício da cidadania, vão participar no debate, entre as 10,30h-11,30 os alunos:

8ºD - Verónica Ferreira, Lara Monteiro, Eduardo Pinto, Maiara Rodrigues, Mara Teixeira,     Diogo Oliveira, Rodrigo Sousa, Luciano Ventura, Diogo Monteiro, João Silva

8ºE - João Macedo, Martim Gouveia, Leonor Nogueira, Ana Cruz, Sofia Noronha, Tiago Fragateiro, Kevin Serna, Ulisses Agostinho, Thiago Caldeira, Bruno Ferreira, Tomás Teixeira.

9ºA - César Ribas, Angelina Ferreira, Paulo Santos, Duarte Pereira, Nuno Andrade, Iris Silva, Jéssica Gomes, Clara Silva, Dânia Ferreira, Ana Rita Castro.

9ºC - Beatriz Silva, Leonor Silva, Gabriel Baptista, Maria Leonor Carracena, Beatriz Gonçalves, Ruben Sampaio, Letícia Souza, Tomás Peixoto, David Magalhães, Raquel Silva.


Pela Comissão Eleitoral Escolar,
Fátima Ribeiro (membro da equipa da Biblioteca Escolar da Escola-sede do AEEAFS)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Rubrica: Bibliografia pedagógica na biblioteca escolar

 Recomendação nº 3

“O tema fundamental deste livro é o crescimento – crescimento da mente e da personalidade.”

Arnold Gesell, in “O Jovem dos 10 aos 16 anos”

O livro “O Jovem dos 10 aos 16 anos” faz parte duma trilogia escrita pelo grande psicólogo norte-americano Arnold Gesell. Além deste volume que existe na nossa biblioteca, o conjunto é completado com “A Criança dos 0 aos 5 anos” e “A Criança dos 5 aos 10 anos”.

Gesell elaborou, juntamente com a sua equipa, uma obra monumental no âmbito da psicologia genética. De uma meticulosidade a toda a prova, utilizando a observação através de imagens filmadas e objeto posterior de análises aprofundadas, Gesell e a sua equipa de trabalho conseguiram escalpelizar – sem esterilizar - os padrões comportamentais e evolutivos das crianças e jovens. Para cada idade, descreveu as suas características de maturidade, que vão do sistema de ação total e cuidados pessoais e rotinas ao senso moral e perspetiva filosófica. Numa outra perspetiva, soube apresentar os gradientes de cada um dos aspetos objeto de análise. É importante afirmar que Gesell sempre soube enquadrar as idades e aspetos do comportamento numa visão de conjunto que lhe conferiu um potencial interpretativo e educativo a que outros psicólogos de menor calibre intelectual nunca chegaram.

Comparativamente com a psicologia da sua época e daquela que se preocupava com as crianças e jovens na sua evolução psicológica, Gesell esteve ao nível do francês Henri Wallon, do suiço Jean Piaget e do austríaco Sigmund Freud, psicólogos que elaboraram teorias sobre os estádios/etapas e os mecanismos da evolução psicológica da infância e adolescência. No entanto, Gesell assemelhou-se bem mais a Wallon do que aos outros dois, provavelmente pela sua preocupação com a criança/jovem como um todo, como uma pessoa, e não só como um intelecto (Piaget) ou uma afetividade (Freud).

Ler Gesell hoje, pode mostrar crianças algo diferentes daquelas que conhecemos, não fossem as características psicológicas mais distantes do nascimento subsidiárias das características societárias que, como nós sabemos, têm dado passos significativos. Atrevo-me a afirmar que certas características de crianças de tenra idade dos dias atuais, que manejam por vezes durante horas pequenos écrans, são bem diferentes das crianças da primeira metade do século XX que Gesell observou. O mesmo se dirá dos jovens relativamente a outras características psicológicas derivadas de marcas sociais bem diferenciadas. De qualquer forma a perspetiva não deixará de ser a mesma: é importante o conhecimento das características psicológicas das crianças e jovens para poder melhor atuar na sua educação. E é nesse sentido que ler Gesell continua a ser estimulante para um educador.

Henrique Santos

2023-12-04

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Países onde nascer no feminino pode ser uma sentença de morte - Texto Informativo (Voz ao Aluno)

 

    Há países onde o nascimento de bebés do sexo feminino é considerado um fardo para os pais e até onde as mulheres são vistas como inúteis pela sociedade se não se casarem.

    O machismo é algo muito presente nalguma população, o que faz com que essa queira ter, no seu país, a presença de mais bebés do sexo masculino, pois acreditam que eles têm mais capacidades, são mais inteligentes, fortes, focados e melhores para  o mercado laboral, ao contrário das mulheres às quais é dado o rótulo de fracas, muito delicadas, demasiado emotivas, incapazes de trabalhar...

    Tudo isto faz com que a retirada das recém-nascidas aos pais, ou até mesmo o seu abandono por estes, seja comum.

    Como se isso ainda não fosse suficiente, existem imensos casos onde as bebés nem chegam sequer a nascer, fruto da decisão da progenitora após a família descobrir, caso contrário, também elas serão vítimas de violência.

    Na Índia, por exemplo, estima-se que, diariamente, 13 mil e quinhentas bebés do sexo feminino sejam vítimas de aborto ilegal.

    Nas áreas rurais, a sua morte acontece maioritariamente após o nascimento, já nos meios urbanos verifica-se o contrário. Aí ,os abortos são mais comuns devido ao acesso a testes que permitem saber se é menina ou menino.

    Isto não acontece apenas na Índia, mas também na China, no Paquistão, na Síria, no Afeganistão, no Sudão e noutros países onde a preferência pelo género masculino é predominante.

    Resta-nos esperar que um dia esta triste realidade mude...

Matilde Magalhães, 8ºC



Rubrica: Vamos treinar o estímulo cerebral?

    Para a aquisição das mais variadas competências que nos são solicitadas diariamente, é necessário envolver diferentes áreas do córtex cerebral e as funções por elas desempenhadas. 

    De modo a propiciar um desenvolvimento destas aptidões, a equipa da BE propõe-te que instales nos teus dispositivos móveis as seguintes aplicações criadas por cientistas, de forma a incrementar essas competências através de jogos que envolvem Velocidade, Memória, Atenção, Flexibilidade, Solução de Problemas, Matemática, entre outras.

APP LUMOSITY


APP STROOP TEST



APP TMT (TRAIL MAKING TEST)

Vais ver como aprender é divertido! 




quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Rubrica: Bibliografia pedagógica na biblioteca escolar

 

Recomendação número 2

"Apoio EDUCATIVO acaba Reprovações?"

“Uma coisa vai mudar – não vão mais "chumbar"

por ano 20% a 40% de alunos”. (1993)


Com este título algo provocativo, “Apoio EDUCATIVO acaba Reprovações?”, os autores deste livro colocam as questões do sucesso escolar num patamar diferente do que era habitual até esse momento (1993). No dobrar da década de 90 do século passado tinha surgido o novo modelo legal de avaliação dos alunos, culminando a reforma do sistema educativo começada alguns anos antes. Sublinhe-se que o “parto” não foi fácil. Só esse novo modelo de avaliação precisou de dois ou três diplomas em sucessivo reajuste.

A questão do sucesso/insucesso escolar é tradicionalmente, e ainda hoje, encarada de forma dicotómica e não dialética. Uns, dizem, “o aluno sabe ou não sabe. Se não sabe deve ser reprovado com a intenção de aprender aquilo que não adquiriu, tendo para isso a extensão de um novo ano letivo”. Já outros, fundamentados no facto de muitos dos alunos reprovados não terem beneficiado com isso, apontam num sentido de valer mais a pena fazer o aluno transitar, mantendo-o no seio do grupo de trabalho a que pertenciam e esperando que as atitudes e aquisições do aluno em causa, entretanto se modifiquem no sentido positivo.

Hoje todos sabemos o que resultou de tudo o que foi acontecendo no sistema relativamente ao “sucesso”. De facto, os 20 a 40% de insucesso escolar, vulgo reprovações, desapareceram. Mais por artes do inefável que por virtudes concretas. Quando vemos nas pautas alunos a transitar com 4, 5 e mais níveis inferiores a três, todos nós, professores, alunos, encarregados de educação, consideramos que algo vai mal no reino da Educação em Portugal. Mas como todos sabemos que até os placebos possuem artes curativas, lá nos vamos contentando e fechando os olhos. Convenhamos que a alternativa anterior também não era, realmente, grande coisa.

Neste livro que se insere na segunda corrente de pensamento dicotómico, existe uma nuance. Consiste ela em considerar que usar “Apoios Educativos” e outras formas de trabalho tecnicamente bem formulados e aplicados aos alunos pode compensar a falta das aprendizagens não realizadas, assim permitindo o sucesso desejado.

Será que é válido este raciocínio? Não passará ele de uma formalidade pedagógica despida de conteúdo real? Será que os “Apoios pedagógicos” são, de facto, sinónimo de aprendizagens reais? Pela minha parte tenho algumas dúvidas e penso que o início da solução estará, antes e primeiro, na procura de opções político-pedagógicas para as aprendizagens que pretendemos fazer adquirir pelos alunos. Definida a finalidade, de seguida será fulcral desenhar uma filosofia pedagógica renovada escorada num investimento acrescido no Ensino Público reforçando desde logo, e substancialmente, os seus meios. E isso nunca aconteceu em Portugal.

E tu, meu caro ou minha cara leitora, o que pensas? Convido-te a ler este livro que faz parte do espólio da nossa biblioteca. Ler livros onde constam ideias diferentes das nossas torna-se muitas vezes tão ou mais enriquecedor do que aquelas leituras que confirmam as nossas certezas. Este livro coloca-se e orgulha-se de uma perspetiva técnica (eu diria mesmo tecnocrática). A esse nível apresenta algumas sugestões interessantes. Sendo este tipo de perspetivas geralmente as que se assumem como instrumentos do poder dominante - neste caso a implementação da reforma Roberto Carneiro - todos aqueles que assumem uma postura crítica são colocados perante um largo conjunto de temas para debater. Penso que só por isso vale a pena ler este livro.

Henrique Santos

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Rubrica: Bibliografia pedagógica na biblioteca escolar

 

    Vamos começar esta semana a recomendar um livro de temática pedagógica existente numa secção da nossa biblioteca na Escola Básica Escultor António Fernandes de Sá.

Recomendação número 1

"A Escola da Nossa Saudade"



“A escola é um recheio de memórias, uma ideia de morna saudade.”

Antunes da Silva, Terras do nosso Pão


    A ideia de ficcionar as memórias será talvez o processo mais expandido na literatura, seja ela de que
género for.
    Luís Souta, um professor vinculado à formação de professores, escreveu faz já muitos anos, trinta e três crónicas para a revista “a Página da educação”. Reunidas em livro da Profedições sob o título “Escola da Nossa Saudade”, tornaram-se extremamente atrativas, principalmente para os docentes que viveram a escola do regime político anterior à democracia pós 25 de Abril, seja como alunos e alguns também como professores.
    As estórias contadas, sobretudo as inventadas em parte ou no seu todo, são simplesmente deliciosas de se ler.
    O livro está na nossa biblioteca. Procura-o, começa a ler e verás que só pararás no fim da última página.

Henrique Santos.

2023-11-13.

 

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Leitor(es) Surpresa! O que é bom vem aos pares!

 


      O escritor Virgílio Gonçalves e a sua esposa, a poeta Fátima Gonçalves, concederam-nos o privilégio da sua presença, em mais uma sessão da iniciativa Leitor Surpresa, no âmbito do Projeto de Leitura "10 Minutos a Ler". 
           Os nossos ilustres convidados brindaram-nos com inúmeras dádivas: a sua disponibilidade, a sua dedicação, a sua simpatia, bem como compilações de tertúlias poéticas que dinamizam (foi oferecida uma por aluno), leitura expressiva de poemas e segmentos narrativos (acerca da temática da discriminação e do racismo), diálogo com os alunos sobre a temática em apreço e troca de impressões sobre a relevância da leitura.

            Deram ambos também o exemplo de como era ser aluno nos tempos da Ditadura, os abusos físicos, psicológicos e emocionais sobre os alunos, a incidência na memorização sem a compreensão, a humilhação das "orelhas de burro". A rotina de ir descalço para a escola, com a lousa, onde dedos frágeis e, por vezes, doridos, escreviam palavras trémulas. A escola como uma gaiola enferrujada do medo.
               A aprendizagem andou de mãos dadas com a motivação, os olhos entusiasmados de quem faz a leitura de uma leitura! 

               Por vezes, as palavras são insuficientes para exprimir um agradecimento genuíno e terno, mas fica aqui o nosso "Muito Obrigada!", pois a aprendizagem que fica, que marca, que se sedimenta na alma é feita de momentos assim!