quinta-feira, 26 de março de 2026

DIÁRIO DE LEITURA

 2º CAPÍTULO – (26-03-26)


7ºC


No segundo capítulo, a personagem Addie começa a ganhar contornos mais intrigantes

e, ao mesmo tempo, inquietantes. À primeira vista, ela parece apenas uma aluna discreta,

alguém que passa despercebida no ambiente escolar, mas, conforme mergulhamos em seus

pensamentos, percebemos que há algo muito mais profundo a acontecer. Addie observa tudo

ao seu redor com uma atenção quase desconfortável, como se cada detalhe tivesse um

significado oculto. AS suas perceções sobre as outras pessoas não são inocentes: há sempre

um julgamento implícito, uma análise silenciosa que levanta dúvidas sobre suas verdadeiras

intenções. Ao longo do capítulo, pequenos indícios começam a surgir, sugerindo que ela

esconde algo — mas o quê exatamente ainda não fica claro.

Esse mistério cria uma tensão crescente, fazendo o leitor questionar se Addie é apenas

uma observadora ou se está envolvida em algo muito maior do que aparenta. E é justamente

essa sensação de que há segredos prestes a serem revelados que desperta uma curiosidade

irresistível, deixando no ar a pergunta: até onde vai a verdade por trás do olhar atento de

Addie?

E então, quase sem perceber, somos puxados para dentro do seu silêncio — um lugar

onde as palavras não ditas pesam mais do que qualquer confissão. Há algo no olhar de Addie

que ecoa além da página, como um sussurro que insiste em ficar. E quando o capítulo

termina, não é um fim, mas uma sombra que se alonga, um segredo que respira nas

entrelinhas… esperando, paciente, para ser descoberto.

quarta-feira, 25 de março de 2026

DIÁRIO DE LEITURA - INICIAÇÃO À LEITURA DO LIVRO A PROFESSORA, de Frida McFadden (Isabel Maia)

 1º CAPÍTULO – (25-03-26)

7ºC


Os verdadeiros vilões sabem parecer heróis.


     Começar este livro foi como entrar silenciosamente numa sala de aula onde algo não está bem e sentimos isso antes mesmo de perceber exatamente porquê. 

              No primeiro capítulo, somos apresentados a Eve, uma professora de matemática que, à primeira vista, parece perfeitamente no controlo. 

Mas rapidamente se nota que há algo mais por trás da sua vida perfeita. Um detalhe curioso é a atenção que ela dá a aspetos aparentemente superficiais, como os sapatos, o que nos fez pensar que talvez isso funcione como uma espécie de fuga ou até uma tentativa de manter controlo num ambiente onde nem tudo é tão previsível como parece.

     O mais interessante neste início é a sensação de que estamos a ver apenas a superfície. Há tensão no ar, especialmente quando se começa a perceber que o seu casamento com Nate não está bem. Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu, mas dá para sentir que há uma história que provavelmente não é uma história feliz. 

    Este primeiro capítulo não é explosivo, mas é extremamente eficaz: planta dúvidas, cria desconforto edeixa-nos curiosos. Quem é realmente Eve? Podemos confiar nela? E o que irá acontecerdentro daquela escola?

     Se o objetivo de um primeiro capítulo é prender o leitor… então missão cumprida. Ficamos com vontade de continuar — e, mais importante, com a impressão de que nada nesta história será tão simples como parece. Terminámos este início com um nó no estômago e uma certeza: há segredos aqui que não vão ficar enterrados por muito tempo.

    E se a pessoa que parece mais controlada… for, afinal, a mais perigosa de todas?

(E já agora, professora… vamos ao próximo capítulo? ��)

quarta-feira, 11 de março de 2026

O LEGADO DE UM CRAVO - TURMAS DA ESCOLA BÁSICA DE GERVIDE

 


    A Biblioteca da Escola Sede foi palco da Exposição «O Legado de um Cravo», iniciativa do Comissariado para a Comemoração dos 50 Anos do 25 de Abril.
    Várias turmas marcaram presença nas diversas visitas guiadas, de acordo com cronograma prévio.
também os mais pequeninos, da Escola Básica de Gervide, tiveram oportunidade de ver, ler e aprender sobre o antes ,o durante e o depois da Revolução dos Cravos. Porque é de pequenino que se destorce o enviesamento das críticas à democracia e as asfixias à Liberdade!

domingo, 8 de março de 2026

FELIZ DIA DA MULHER

Mulher

Ser Divino

Filha da Terra e da Luta

Encarnada no plano terreno

Primitivo

Selvagem

Violento

Implacável

Injusto e desigual

Animal

O plano que a odeia

Eva de tudo culpada

(e sem ter culpa de nada)

Em cada Mulher moram lembranças

Sonhos e Esperanças

De um plano de elevação

Onde o seu ventre sagrado

Seria alvo 

De devoção


Aqui é o plano da luta

Das guerreiras involuntárias

Das lutas diárias

Preferencialmente em silêncio


Talvez um dia se eleve o Ser

E assim se eleve a Mulher

Ser Mulher

Mas esse é o fruto

Ainda interdito 

De se colher!


Sílvia Pinto

 

segunda-feira, 2 de março de 2026

(Contra) Corrente: "Tenho Pouco Jeito para Velhos" (in Leandro, Rei da Helíria)

  Como tratamos os mais velhos hoje 


    Aquela frase "tenho pouco jeito para velhos" é algo que às vezes ouvimos por aí. E eu acho que isso diz muito sobre como nós, e a sociedade em geral, estamos a tratar as pessoas mais velhas.


    Para mim, dizer que não se tem "jeito" para lidar com idosos é revelar que se é um bocado preguiçoso e sem empatia. É como se os idosos fossem um problema, algo complicado de resolver. Mas a verdade é que eles são as pessoas que nos deram tudo o que temos hoje! Eles trabalharam, construíram coisas, criaram os nossos pais e o nosso país... e agora, quando precisam de um bocadinho mais de atenção ou paciência, muitas vezes são deixados de lado.


    É fácil para nós, que estamos sempre com o telemóvel na mão e a correr para todo o lado, acharmos que eles são lentos ou que não entendem as coisas novas. Mas eles têm tanta coisa para nos ensinar! As histórias que eles viveram, os conselhos que podem dar... é um tesouro que não podemos desperdiçar.

                                                                                            David Cardoso, 7ºA


    A expressão “tenho pouco jeito para velhotes” mostra uma forma de pensar preocupante na sociedade atual. Muitas vezes, os mais velhos não são tratados com a atenção e o respeito que merecem. Vivemos numa época em que se valoriza sobretudo a juventude, a rapidez e a tecnologia, o que pode levar ao afastamento dos idosos.

    Podemos dividir esta temática:.

Vendo pelo lado familiar, devemos sempre valorizar os laços afetivos, o amor, relevando o facto de que o “velhote” de hoje, foi o jovem que no passado teve que ter ou aprendeu a ter jeito para cuidar de nós enquanto crianças - as noites mal dormidas, as fraldas sujas, as birras sem sentido, o acompanhamento da vida escolar, mesmo tendo vida profissional muito preenchida e incontáveis afazeres...Um dia mais tarde, quando o jovem de outrora envelhecer, temos que aprender (ou será querer?) a ter jeito para cuidar deles, retribuir os cuidados que já tiveram para connosco.

    Considerando apenas como questão social podemos, e devemos por em prática a expressão “Faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti”.
    Os meus avós e os meus pais têm-me ensinado, ao longo da minha ainda curta existência, que a vida é um ciclo, e hoje quem nos ampara, um dia precisará, eventualmente, de ser ajudado, e assim sucessivamente.  

    Em várias situações, os mais velhos são vistos como pessoas “chatas” que não entendem nada de nada do mundo de hoje em dia, apenas porque têm mais dificuldade em acompanhar as mudanças.         No entanto, esquecemo-nos de que são eles que apresentam uma maior experiência de vida, histórias e ensinamentos muito importantes que nos poderão ajudar a encarar o futuro. A falta de paciência por parte dos mais novos, e a falta de tempo para com eles contribui para que muitos se sintam sozinhos, abandonados ou desvalorizados.

    Dizer que se tem “pouco jeito para velhotes” pode revelar falta de empatia. Em vez disso, devemos tentar compreender melhor as suas necessidades e demonstrar respeito. Afinal, todos esperamos, um dia, envelhecer com dignidade e consideração.

    Muitas vezes são eles que se preocupam bastante connosco, porque é como se nós, netos, fossemos uns segundos filhos para eles.

        Concluindo, é fundamental que a sociedade valorize mais os idosos, promovendo inclusão, apoio e carinho, para que se sintam integrados e reconhecidos. 

David Cardoso, 7ºA