terça-feira, 14 de janeiro de 2020

O programa está no ar



     No dia 9 de janeiro de 2020, quinta-feira, alguns alunos do oitavo ano,  da turma A, dirigiram-se ao Museu dos Transportes e Comunicações, para participar ativamente na oficina "Dentro da televisão". 
    Tiveram, assim, a oportunidade de realizar em direto um programa de televisão, desempenhando os mais variados papéis conforme a sua escolha pessoal: apresentadores, convidados de um programa, operadores de câmara ou técnicos de régie.

     Na hora e quase sem preparação apresentaram um programa em que vários alunos foram entrevistados sobre diferentes temas. Entre vergonhas, atrapalhações e grande nervosismo, próprio de quem está em "direto", saiu um bom programa que irá ficar, certamente, na memória de todos. Destacaram-se os bons momentos de alegria, partilha e comunicação que se viveram e convidados e apresentadores brilharam num palco diferente da sala de aula. Mais uma vez, a comunicação, o que se aprende em aula se encontrou em plena interação com o "real" e, embora por pouco tempo, estes alunos sentiram-se grandes no pequeno ecrã .


Apresentadores: Diana Costa e Vítor Linck
Convidados: Inês Almeida, Pedro Coelho, Ana Mikeladze, Jessica Zheng, Francisco Lamego, Leandro Silva, Mariana Santos e Aida Pinto
Câmaras: Rúben Gonçalves, Tiago Milheiro e Inês Barbosa
Régie: Alícia Cabral,  Jessica Bragança e Lara Marques 


A turma
8ºA

Nada como o Calor da Leitura neste Inverno

    Está muito frio, mas uma boa leitura também acalenta. Como já repararam, a Biblioteca tem decorações alusivas ao inverno, com poemas, provérbios e frases célebres sobre essa estação do ano, 
    E deixamos esta sugestão: um copo de leite bem quentinho, umas bolachas deliciosas por perto e a leitura do conto A Princesa do Gelo, da Beatriz Alexandra Gonçalves Alves, uma colega vossa do 5ºB...que tal?


Era uma vez um reino que estava sempre frio, a geada cobria os bosques, a neve e os campos. O rei e a rainha desse reino frio e gelado eram muito felizes. Eles tinham uma filha chamada Estrela.
    Estrela tinha um gato, cujo o nome era Floco de Neve, ele era branco como a neve,
 por esse motivo a princesa lhe dera esse nome.
      A princesa e o Floco de neve eram os melhores amigos…




Num dia de muito frio, a rainha Miranda e o rei Ramiro organizaram um espetáculo de patinagem no gelo. Convidaram pessoas de todo o mundo!

Mas, tal como acontece muitas vezes nas festas reais, um importante convidado foi esquecido: o rei e a rainha não convidaram a Rainha do Sol.
         A sua visita tornava sempre o palácio tão quente, mas tão quente que o seu convite, de alguma forma, não ocorreu a ninguém e, mesmo que alguém se lembrassem, não a convidariam, porque se a rainha aparecesse, arruinaria o espetáculo, pois derreteria o gelo.
Quando Sória, a Rainha do Sol, soube do espetáculo, ficou indignada e resolveu aparecer sem convite.



                                                                      
No momento em que Estrela ia fazer o seu salto magnífico no gelo, uma explosão calorenta abriu as portas do palácio e com um ar severo a rainha derreteu o gelo e avançou em direção aos reis.
     - Boa tarde, Altezas! – e, com o mesmo ar severo que tinha quando derreteu, o gelo disse-lhes:
      - Parece que se esqueceram de mim! Creio, porém, que nunca mais o farão, pois, eu irei raptar a vossa querida e gélida filha!
       E, com um clarão dourado e ofuscante, a Rainha do Sol e Estrela desapareceram.
O rei e a rainha ficaram muito tristes, mandaram os guardas de todo o reino irem procurá-la, mas depois de buscas infindáveis nenhum encontrou a tão desejada princesa…
Floco de Neve ficou muito triste, farejou e seguiu caminhos muito distantes, mas conseguiu encontrá-la. Estava presa numa torre gelada e o gatinho libertou-a, saltando e rodando a chave, num gesto rápido, com a sua patita.
Ambos se abraçaram de felicidade.
Floco de Neve foi considerado por todos um herói por ter salvo Estrela.
                                                                                                                                                    Ambos se abraçaram de felicidade.
Floco de Neve foi considerado por todos um herói por ter salvo Estrela.
 

De seguida, ele disse alto num tom alto e com muita firmeza:
- Eu não fui o herói, mas sim a amizade que eu tenho com a Estrela!
Desde esse dia, o rei e a rainha nunca mais se esqueceram de convidar ninguém para ocasiões reais.
                   
      Viveram todos felizes e sobretudo com muito amor, amizade e com muitas celebrações.
Esta família quis a todos relembrar: que a magia do acreditar, torna tudo possível!
                                   
Fim!




terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Eco-Escolas - Desafio de Natal!



Como foi prometido, cá vão imagens dos trabalhos entregues.

A turma em destaque foi o 9ªA.

Parabéns pela vossa participação!!




O grupo de Ciências

 








sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Atividades natalícias

O Clube de Expressão Musical e Motora levou a efeito no passado dia 11 de dezembro, no Auditório da Escola sede, um Sarau Cultural dirigido às turmas do 5ºano.
O programa apresentado constou do trabalho realizado ao longo do primeiro período, por alunos interessados e empenhados.
Parabéns a todos!

SARAU CULTURAL   
-- 11 de dezembro de 2019         
-- Organização - Clube de Expressão Musical e Motora
Programa 
          - "Romance ingénuo de 2 Linhas Paralelas"  de José Fanha  - Poema coreografado
          - "As Mãos" de Ana Mafalda  -  Jogral
          - " A Procissão" de António Lopes Ribeiro - Poema cantado à capela
          - "O Lápis Amarelo" - teatro


A professora
Conceição Ferreira

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Intercâmbio do Crescer


       
        Nos dias 12 e 13 de dezembro, em duas sessões distintas em cada dia, o Auditório da Escola EB Escultor António Fernandes de Sá recebeu alunos do quarto ano das escolas de 1º Ciclo do Agrupamento, devidamente acompanhados pelos respetivos Encarregados de Educação e outros familiares que fizeram questão em marcar presença. A iniciativa, designada por “Projeto Intercâmbio do Crescer” tinha como primeira finalidade a apresentação dos “padrinhos” (alunos da escola-sede) aos “afilhados” (alunos do quarto ano) para darem “aquele abraço” que sela o primeiro degrau de uma bela escadaria de acompanhamento, ajuda, orientação e amizade…

        Houve também variados momentos culturais, dinamizados, no dia 12, pela professora Ana Maria Martins, que orientou uma belíssima apresentação musical, com instrumentos originais, tocados com primor por alunos do 4ºano.
      Enquanto aguardavam a entrada no Auditório, os convidados puderam assistir a um pequeno concerto musical dinamizado pela Diana Costa, do 8ºA, que tocou guitarra, cantou e encantou como só a Diana sabe fazer, bem como pelo Pedro Vieira, ex-aluno do Agrupamento, que teve muito gosto em “regressar às origens” para mitigar as saudades e agradecer a quem tanto o ajudou a ser um aluno brilhante na continuidade dos seus estudos (agora, no Ensino Secundário).
     No dia 13, os convidados puderam apreciar canções, música instrumental (guitarra e órgão) e uma representação teatral, designada por “A Língua Portuguesa é muito Traiçoeira”, cujo enredo consiste numa aula muito especial, na qual o Sr. Prof. Fábio Monteiro (5ºB) tenta lidar com uma aluna não muito fácil e que exemplifica o comportamento que uma aluna não deve ter…
    Nos momentos de “revelação” dos afilhados aos padrinhos, reinaram abraços e beijinhos, com alunos do 9ºB a entregar uma lembrança natalícia e um miminho a todos os presentes.


    Foi uma noite memorável que reforçou as pontes de carinho entre as escolas do Agrupamento, contando naturalmente com os elementos da Direção, tendo a Professora Célia Português assumido, de forma estoica e exímia, a difícil função de apresentadora.

sábado, 14 de dezembro de 2019

Um Agrupamento de Braços Abertos

      Sermos capazes de acolher, acarinhar e integrar da melhor maneira as pessoas que escolhem o nosso país para ter uma vida melhor e concretizar os seus sonhos deve ser um objetivo comum a todos e inquestionável.
       O nosso Agrupamento não distingue nem discrimina etnias, contextos económicos, perfis intelectuais, nem...nacionalidades. Somos uma Eco-Escola também limpa de xenofobia ou preconceito, sem seletividades que podem promover interesses, mas não são, por certo, os superiores interesses dos alunos e do seu direito ao sucesso.
       Neste contexto, é com muito gosto que temos connosco a Ana...Quem? Basta ler a entrevista e já ficam a saber...

Vidas diferentes, histórias diferentes
Ana Mikeladze é uma aluna georgiana da escola EB Escultor António Fernandes de Sá, do 8 ºA. É uma aluna aplicada e com grandes sonhos, um deles é ser atriz. Vamos conhecê-la um pouco melhor...
Eu: Olá Ana! Vamos começar a entrevista?
Ana Mikeladze: Olá! Sim, vamos começar.
Eu: Como eram os estudos na Geórgia?
Ana Mikeladze (à esquerda) e Ana Beatriz  8ºA
Ana Mikeladze: O que era ensinado na Geórgia era diferente de Portugal, ou seja, tínhamos de decorar e apresentar textos, quase todos os dias, a todas as disciplinas, os testes eram feitos e corrigidos num caderno e a cotação era de 1 a 10.Havia russo e georgiano em vez de português e inglês e nas aulas de E.V o que era aprendido era a história da arte em vez de desenho. Havia cerca de trinta alunos e as salas de aula tinham uma mesa para cada um dos alunos.
Eu: Ficaste lá até que idade?
Ana Mikeladze: Fiquei na Geórgia até aos onze anos.
Eu: A escola na Geórgia é muito diferente?
Ana Mikeladze: Sim, todas as aulas eram numa única sala, mas com professores diferentes, a biblioteca era grande, mas quase ninguém lia lá os livros, toda a gente os requisitava, não havia cantina, havia apenas um bufet onde os alunos almoçavam o que quisessem e a escola era muito grande com cerca de quatro andares.
Eu: Preferes estar na Geórgia ou em Portugal? Porquê?
Ana Mikeladze: Eu prefiro ficar na Geórgia, porque parte da minha família está lá e fiz muitas amizades, com quem ainda me mantenho em contacto por telefone, mas a nível de estudos prefiro ficar em Portugal, aqui a matéria dada é mais interessante. Aqui também gosto muito de frequentar a Biblioteca Escolar e vou lá para estudar e ler.Vim para Portugal, porque o meu irmão veio para cá jogar futebol. Adaptei-me muito facilmente na escola, comecei logo a fazer amigos e demorei cerca de um ano a aprender a falar português (o que não foi muito difícil).
Eu: Por que motivo vieste para Portugal?
Ana MikeladzeVim para Portugal, porque o meu irmão veio para cá jogar futebol. Adaptei-me muito facilmente na escola, comecei logo a fazer amigos e demorei cerca de um ano a aprender a falar português (o que não foi muito difícil).
Eu: O que gostavas mais na Geórgia?
Ana Mikeladze: Gostava mais dos amigos e dos meus colegas, porque cresci com eles e mesmo assim ainda continuo a falar e gostava também dos centros Comerciais da Geórgia, porque acho que lá a moda está mais “à frente” do que em Portugal.
Eu: O que gostas mais na escola em Portugal?
Ana Mikeladze: Gosto imenso da biblioteca, do tamanho da escola e dos professores, porque explicam muito melhor do que na Geórgia.
Eu: Qual era a(s) tua(s) disciplina(s) favorita(s) na Geórgia?
Ana Mikeladze: As minhas disciplinas favoritas na Geórgia eram ciências e matemática, porque em ciências gostava de aprender sobre moléculas e matemática porque a minha mãe e a minha avó eram professoras de matemáticas.
Eu: Qual é a tua disciplina favorita aqui, em Portugal?
Ana Mikeladze: As minhas disciplinas favoritas, em Portugal, são ciências naturais, ciências físico-química, inglês, francês e matemática.
Eu: Obrigada pela entrevista, Ana!
Ana Mikeladze: De nada. Eu é que agradeço!




Entrevista realizada por: Ana Beatriz Monteiro nº3 8ºA

Na nossa escola já cheira a Natal!

Os funcionários da nossa escola esmeram-se na decoração da escola na época natalícia. Graças ao seu empenho e boa vontade já há um cheirinho a Natal no ar...








Fotos enviadas pela Profª Helena Cristina

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Um Mundo Colorido


Inclusão- o que é?     É dizer:  “Eu sou capaz!” 

Inclusão é, segundo o ministro da Educação, Dr. Tiago Rodrigues, ter uma escola onde todos os alunos possam aprender por igual, seja qual for o seu contexto social. Torna-se premente implementar boas práticas, de forma a permitir que todos os alunos aprendam independentemente do seu quadro social.

Na nossa escola a sala de aula adapta-se às necessidades de cada um – premissa necessária à nova legislação de Educação Inclusiva. Trabalha-se em cooperação e colaboração entre pares, abraça-se a diversidade como uma situação normal e evita-se a discriminação de diferentes tipos de necessidades educativas.
A exploração de várias técnicas de expressão artística e tecnológica cativam o aluno para as artes e têm como objetivo o desenvolvimento da imaginação e da criatividade.

Buscar a Inclusão é uma possibilidade de melhoria para todos!

Prof. Leonor Ferreira

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Eco-Escolas - Desafio de Natal!


 
        Uma vez que nestas últimas semanas nos dedicamos especialmente à recolha de rolhas de cortiça, desafiamos cada turma a apresentar à escola a sua "Rolha de Natal"
As regras são simples: devem utilizar uma rolha de cortiça e decorá-la de forma natalícia, de preferência reutilizando materiais. 
          A partir de 2ª feira (dia 9 de dezembro) vamos reservar um espaço no átrio da escola para expor os trabalhos entregues, que devem ter a identificação da turma bem visível. Se houver mais de um trabalho por turma, arranjaremos espaço para todos!!!
      A turma com mais participações e os trabalhos mais originais serão divulgados aqui no blog.

PS: peçam ajuda aos pais, tios, avós, irmãos,... Esta é uma atividade de família!!!


O Grupo de Ciências

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Contos Ambulantes

    
      Hoje, dia três de dezembro, houve magia na Biblioteca Escolar: não saíram coelhos da cartola, mas fluíram palavras de fantasia que encantaram os alunos das turmas do 5ºB e do 5ºC, submersos aos enredos dos Contos do Mundo, de Tim Bowley e da narrativa Burros, de Adelheid Dahmèmene e Heide Stullinger.
 
        Pela voz e por imagens, a DrªAna e a Drª Cristina, do Serviço Educativo da Biblioteca Municipal de Gaia, deram-nos a honra da sua presença, na qualidade de Contadoras de Histórias, atividade mais antiga que a existência dos próprios livros, mas que continua a fascinar quem faz a leitura de uma leitura.

      Com os  Contos do Mundo, aprendemos a nunca desistir dos sonhos, a ser perseverantes, a dar sempre o melhor de nós! Também se aprende com os Burros: às vezes, andamos "às voltas nas voltas que a vida dá" (como diria o Fernando Daniel, porém tudo se acerta quando encontramos ...a pessoa certa! E haverá força mais poderosa mais poderosa no mundo que o Amor?


      O nosso "Muito Obrigada!"às nossas ilustres convidadas e as nossas felicitações aos alunos que assistiram à atividade, sempre de forma atenta e participativa.

     Ficaram já combinadas novas visitas...não são do Pai Natal, mas trazem essas prendas inestimáveis chamadas...histórias!

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Quem Ama não nos faz Sofrer!!!

Violência Doméstica - Violência no Namoro


     Em contexto de sensibilização para a iniciativa "Parlamento Jovem", a Professora Bibliotecária dinamizou um debate sobre Violência no Namoro, destinado a 35 alunos do 9ºano de escolaridade e tendo contado com a presença dos professores Alves de Sousa e Henrique Santos, empenhados também na luta contra a violência no namoro e com a adesão dos alunos à participação no projeto Parlamento Jovem (qualquer dúvida acerca deste projeto, basta pedir esclarecimentos ao Coordenador de Projetos, professor Eugénio Henrique).

     A docente Sílvia Pinto, na Biblioteca Escolar, dialogou com os alunos sobre o conceito de Violência no Namoro, acerca também da importância de se reconhecer os sinais de alerta e de pôr um término à situação o mais cedo possível. Durante a sessão, forma usadas diversas estratégias: a mediadora (Sílvia Pinto) exprimia algumas frases em forma de asserção e os alunos manifestavam a sua opinião acerca de ser uma afirmação Verdadeira ou Falsa, justificando. Nem sempre houve unanimidade, mas o balanço final é de esclarecimento e de condenação a quaisquer formas de violência no namoro (ou em qualquer outro contexto). 

      Foi também mostrado um vídeo sugerido pelo Professor Alves de Sousa sobre dados estatísticos (aterradores, pois, como foi dito, uma única vítima já é demasiado) e visionado um clip musical com música gravada ao vivo e letra da autoria da Professora Bibliotecária (adaptação da música "Namoro", na versão de Fausto). Cada aluno tinha a versão escrita da letra e foram partilhadas opiniões sobre o ciclo da violência ("Lua de mel" - ato agressivo - pseudoarrependimento - "Lua de mel" e assim sucessivamente).

     Os alunos foram ainda informados acerca das entidades, instituições e linhas de apoio às vítimas de violência no namoro. 
       A sessão decorreu da melhor forma, com uma participação ativa e crítica por parte dos alunos e com a certeza de um maior esclarecimento quantos às questões inerentes a este tema.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A nossa escola tem diversidade cultural!


De há uns tempos para cá, que recebemos "de braços abertos" alunos que vêm de outros países para, pelas mais diversas razões, se estabelecerem nesta praia azul à beira do Atlântico.

Quisemos conhecê-los melhor, saber o que os levou a escolherem o nosso país e quais as impressões deste local tranquilo onde vivemos.

Na primeira entrevista, Vítor Linck, de 13 anos, de momento, aluno da turma A, do oitavo ano falou um pouco connosco e encantou-nos com a sua simpatia.

E como, em português, andamos "feitos repórteres do mundo" a dignificar os media com diferentes tipos de texto jornalísticos, foi passar da teoria à prática e depressa percebemos que o que estudamos tem a sua aplicação na vida real.


À direita Vítor Linck com a colega que o entrevistou Diana Costa
Segue o vídeo da entrevista.




Cauã França em entrevista exclusiva!





Conhecemos Cauã França de origem brasileira este ano. Sempre com um sorriso e uma simpatia natural que nos transmite bem-estar…deixamo-nos envolver pelo seu modo típico de falar, com um sotaque muito vincado do Brasil. Tem 13 anos, é aluno da escola António Fernandes de Sá na turma C, do oitavo ano. No decorrer da entrevista iremos saber o que o fez vir para Portugal e como era a sua vida no Brasil.


- Cauã, qual foi o motivo que te fez a ti e à tua família vir para Portugal?
-A perigosidade na minha cidade era muito grande e a minha família quis-me proteger a mim e ao meu irmão.
-Estás cá em Portugal há quanto tempo?
-Vivo aqui há pouco mais de 8 meses.
-Já frequentaste outra escola em Portugal?
-Sim já, frequentei outra na zona do Porto.
-Como era a vida no Brasil?
-A vida no Brasil era boa, mas as ruas assustavam a minha família que, por isso, decidiu trazer-nos até Portugal que é um lugar mais seguro.
-Como disseste que o Brasil não era um país muito seguro, diz-me se já aconteceu algo de mau contigo e com a tua família
-A minha família já sofreu várias situações de perigo real, foram muitas vezes assaltados. E eu também fui assaltado uma vez.
-Qual foi a maior diferença que sentiste quando chegaste a Portugal?
-Bom eu senti muita diferença na segurança. No Brasil é muito perigoso andar nas ruas de noite, aqui já tenho mais liberdade, e minha mãe fica mais tranquila. E o clima do Brasil é mais quente, ainda mais da Paraíba, cidade de Nordeste de onde eu vim.
-O que tens a dizer da escola onde estás actualmente?
-Nesta escola fui muito bem recebido pelos professores e pelos alunos, e já fiz boas amizades, mesmo em tao pouco tempo.
-Muito obrigada pela tua participação e por teres aceitado seres entrevistado.
-Eu é que agradeço por se terem lembrado de mim.

Vitória Siqueira e Cauã Ribeiro, 8ºC



terça-feira, 19 de novembro de 2019

Na nossa escola a brincar também se aprende


Temos novas entrevistas...procura-as!

No dia 24 de Outubro de 1973, numa vivenda localizada na Rua Raimundo de Carvalho, nasceu a Escola Preparatória Escultor António Fernandes de Sá. As instalações da Escola eram constituídas por 9 salas de aula e 2 salas de Trabalhos Manuais. Conviviam neste espaço 340 alunos, 22 professores, 2 funcionários administrativos e 3 funcionários do pessoal auxiliar.





No dia 24 Outubro comemorou-se, pois, mais um aniversário da nossa escola que nasceu há 46 anos.


 O dia do Agrupamento encheu salas e corredores com diversas atividades, tendo sempre por base o lema “Construir Juntos”.





Na verdade, foram vários os professores que se empenharam nas atividades com os seus alunos, de acordo com as várias disciplinas.
Assim em português os alunos do 8º A acolheram os alunos do 4ºano da escola Básica de Gervide e, em trabalho de pares, “desenharam poesia” que foi, segundo a professora, “ um bom momento de convívio e de cidadania e uma manhã de aprendizagem pela criatividade”. Esta poesia visual foi depois “desenhada” num painel no sector A.













Ainda no mesmo corredor, encontravam-se alunos do 8ºB, que, com a sua professora de português, abordavam a temática “A Escola para mim…” junto de vários alunos, professores e funcionários, registando os seus afetos num painel junto da biblioteca.

Outras turmas dos 5º e 6º anos viram filmes e ouviram contos da autoria da professora responsável pela biblioteca, numa “Hora do Conto” onde se abordaram temas como o valor da amizade, da lealdade, da sinceridade e onde também se ensinava a não julgar os outros pelas aparências.


Trocamos umas palavras com a professora Sílvia Pinto, responsável pela Biblioteca da escola...




Também no quinto ano, durante a aula de português, os alunos realizaram slogans publicitários para o Dia do Agrupamento e construíram notícias do mesmo dia, numa aplicação efetiva da aprendizagem que tem vindo a ser feita nesta disciplina.


Igualmente interessantes foram os jogos vivenciados em Cidadania, que exploraram os valores da cidadania, de reconhecimento e do respeito pelos outros, em várias turmas.

A música entrou pela mão dos pequeninos e encheu o espaço de sons muito peculiares.

Na sala dos professores, uma turma do sexto ano desenvolveu uma  atividade que, no caminho pela solidariedade e pela  alimentação saudável, procurou angariar fundos para ajudar crianças que não têm assistência médica e vacinas, nas três aldeias mais pobres da Guiné-Bissau e que, com o contributo de 2 euros por criança, poderão ser ajudadas. Os pais participaram e colaboraram e os alunos ajudaram imenso.


A professora Helena Sousa, professora de Português da turma, falou-nos um pouco sobre esta atividade do 6ºC.

Organizado pelo professor de educação visual foi, também, colocado um painel no corredor onde os alunos puderam desenhar e deixar mensagens e pensamentos simbolizando, segundo o professor o lema da escola “Construir Juntos”.










Em inglês puderam praticar a língua cantando em karaoke e desenvolvendo vários jogos de vocabulário nas salas de aula.

O laboratório de físico-química desenvolveu a atividade  “Laboratório aberto” despertando a curiosidade dos alunos ( pequenos e grandes) que puderam ver e realizar experiências. Numa partilha construtiva de aprendizagem, os alunos mais velhos ajudaram os mais novos, pois muitos alunos das escolas do primeiro ciclo e da pré vieram participar connosco neste dia de festa.
A professora Sara Santos deu-nos mais algumas informações...

Na disciplina de história pesquisou-se sobre a vida do Escultor António Fernandes de Sá, que deu o nome à nossa escola.

Lamentavelmente e apesar de estar previsto realizar atividades desportivas no pavilhão, “tal não aconteceu devido à impossibilidade de reunir os alunos em várias atividades ao mesmo tempo”, segundo nos disse o professor, apesar do interesse demonstrado pelos por um torneio de futebol ou de basketball.

De uma maneira geral, os alunos mostraram-se interessados nas atividades realizadas, os professores muito empenhados, os funcionários também colaboraram e para alguns foi mesmo um dia especial, porque comemoravam 25 anos de serviço.

Igualmente extraordinário foi o momento em que a Bandeira Verde recebida do Projeto Eco-Escolas foi içada e todos puderam ver o reconhecimento de uma escola amiga do ambiente.

Segundo o diretor da escola, Carlos Sousa “Estas atividades permitem uma outra maneira de estar a aprender, não é só a estar sentado numa sala durante 50 minutos que se aprende…”  acrescentando ainda que “A educação determina que os alunos também possam construir conhecimentos e aprendizagens”.

O dia da escola terminou com a cereja no topo do bolo, ou seja, o reconhecimento do trabalho de excelência dos alunos no seu percurso escolar – Quadro de Honra e de Mérito Individual.

Claro que não há comemoração sem bolo de aniversário e sem cantar os parabéns e assim foi. Num alegre e salutar convívio pais, professores e funcionários conversaram um bocadinho, provando que a Escola também pode ser e fazer parte da nossa família.

Em cada sala, por trás de cada porta, foi uma aula diferente…provavelmente algumas não ficaram aqui documentadas, mas nesse espaço exíguo de uma sala, cada mente foi mais longe em pensamentos, em criatividade, em saber, num caminho do aprender também ele “vestido de festa” com cores de alegria e vestimentas lúdicas.

“Construir juntos” é isso mesmo, a nossa educação, o nosso futuro!

Ana Beatriz, Diana Costa, Pedro Coelho e Vítor Linck - 8ºA