A infância e a adolescência são um período de descobertas, aprendizagem e inclusão em diferentes ambientes, sendo a Escola um deles e, na escola, a Biblioteca Escolar tem um papel de excelência e proporciona oportunidades únicas, tanto para a aprendizagem, como para a inclusão.
Segundo o programa de Neurodiversidade no Trabalho, da Universidade de Stanford, cerca de 15 a 20% da população mundial é neurodivergente, o que significa que milhões de crianças em todo o mundo possuem formas únicas de perceber, processar informação e interagir com o ambiente.
O termo “neurodivergente” é utilizado para descrever pessoas cujo funcionamento cerebral se dá de maneira do considerado “típico” pela sociedade. Isso significa que elas podem compreender, comunicar e perceber o mundo de forma única.
A neurodivergência pode abranger várias condições, tais como a TDAH (Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade) e TEA (Transtorno do Espetro Autista). É sobre este último que vamos refletir, tendo em conta a Biblioteca Escolar.
Existem pequenos gestos que podem transformar a Biblioteca Escolar (e o mundo) num espaço mais inclusivo, a saber: adaptar o ambiente para acolher necessidades, evitar julgamentos, ouvir com empatia, respeitar o tempo e oferecer apoio, o que permite fortalecer laços.
A Biblioteca Escolar pode ajudar crianças e adolescentes com Transtorno do Espetro Autista de várias formas, por exemplo, utilizando a comunicação visual para ajudar a compreender instruções, antecipar mudanças na rotina, participar das atividades com mais autonomia, reduzir a ansiedade perante coisas novas e favorecer a interação com professores e colegas.
Se nos lembrarmos que nem todas as dificuldades são visíveis, o comportamento também comunica, a rotina gera segurança, que cada aluno tem necessidades diferentes, que punir pode piorar uma crise e que um cérebro autista aprende mais facilmente quando há organização, temos uma excelente base de trabalho para incluir, verdadeiramente, a pessoa com transtorno do espetro autista.





