quarta-feira, 11 de março de 2026

O LEGADO DE UM CRAVO - TURMAS DA ESCOLA BÁSICA DE GERVIDE

 


    A Biblioteca da Escola Sede foi palco da Exposição «O Legado de um Cravo», iniciativa do Comissariado para a Comemoração dos 50 Anos do 25 de Abril.
    Várias turmas marcaram presença nas diversas visitas guiadas, de acordo com cronograma prévio.
também os mais pequeninos, da Escola Básica de Gervide, tiveram oportunidade de ver, ler e aprender sobre o antes ,o durante e o depois da Revolução dos Cravos. Porque é de pequenino que se destorce o enviesamento das críticas à democracia e as asfixias à Liberdade!

domingo, 8 de março de 2026

FELIZ DIA DA MULHER

Mulher

Ser Divino

Filha da Terra e da Luta

Encarnada no plano terreno

Primitivo

Selvagem

Violento

Implacável

Injusto e desigual

Animal

O plano que a odeia

Eva de tudo culpada

(e sem ter culpa de nada)

Em cada Mulher moram lembranças

Sonhos e Esperanças

De um plano de elevação

Onde o seu ventre sagrado

Seria alvo 

De devoção


Aqui é o plano da luta

Das guerreiras involuntárias

Das lutas diárias

Preferencialmente em silêncio


Talvez um dia se eleve o Ser

E assim se eleve a Mulher

Ser Mulher

Mas esse é o fruto

Ainda interdito 

De se colher!


Sílvia Pinto

 

segunda-feira, 2 de março de 2026

(Contra) Corrente: "Tenho Pouco Jeito para Velhos" (in Leandro, Rei da Helíria)

  Como tratamos os mais velhos hoje 


    Aquela frase "tenho pouco jeito para velhos" é algo que às vezes ouvimos por aí. E eu acho que isso diz muito sobre como nós, e a sociedade em geral, estamos a tratar as pessoas mais velhas.


    Para mim, dizer que não se tem "jeito" para lidar com idosos é revelar que se é um bocado preguiçoso e sem empatia. É como se os idosos fossem um problema, algo complicado de resolver. Mas a verdade é que eles são as pessoas que nos deram tudo o que temos hoje! Eles trabalharam, construíram coisas, criaram os nossos pais e o nosso país... e agora, quando precisam de um bocadinho mais de atenção ou paciência, muitas vezes são deixados de lado.


    É fácil para nós, que estamos sempre com o telemóvel na mão e a correr para todo o lado, acharmos que eles são lentos ou que não entendem as coisas novas. Mas eles têm tanta coisa para nos ensinar! As histórias que eles viveram, os conselhos que podem dar... é um tesouro que não podemos desperdiçar.

                                                                                            David Cardoso, 7ºA


    A expressão “tenho pouco jeito para velhotes” mostra uma forma de pensar preocupante na sociedade atual. Muitas vezes, os mais velhos não são tratados com a atenção e o respeito que merecem. Vivemos numa época em que se valoriza sobretudo a juventude, a rapidez e a tecnologia, o que pode levar ao afastamento dos idosos.

    Podemos dividir esta temática:.

Vendo pelo lado familiar, devemos sempre valorizar os laços afetivos, o amor, relevando o facto de que o “velhote” de hoje, foi o jovem que no passado teve que ter ou aprendeu a ter jeito para cuidar de nós enquanto crianças - as noites mal dormidas, as fraldas sujas, as birras sem sentido, o acompanhamento da vida escolar, mesmo tendo vida profissional muito preenchida e incontáveis afazeres...Um dia mais tarde, quando o jovem de outrora envelhecer, temos que aprender (ou será querer?) a ter jeito para cuidar deles, retribuir os cuidados que já tiveram para connosco.

    Considerando apenas como questão social podemos, e devemos por em prática a expressão “Faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti”.
    Os meus avós e os meus pais têm-me ensinado, ao longo da minha ainda curta existência, que a vida é um ciclo, e hoje quem nos ampara, um dia precisará, eventualmente, de ser ajudado, e assim sucessivamente.  

    Em várias situações, os mais velhos são vistos como pessoas “chatas” que não entendem nada de nada do mundo de hoje em dia, apenas porque têm mais dificuldade em acompanhar as mudanças.         No entanto, esquecemo-nos de que são eles que apresentam uma maior experiência de vida, histórias e ensinamentos muito importantes que nos poderão ajudar a encarar o futuro. A falta de paciência por parte dos mais novos, e a falta de tempo para com eles contribui para que muitos se sintam sozinhos, abandonados ou desvalorizados.

    Dizer que se tem “pouco jeito para velhotes” pode revelar falta de empatia. Em vez disso, devemos tentar compreender melhor as suas necessidades e demonstrar respeito. Afinal, todos esperamos, um dia, envelhecer com dignidade e consideração.

    Muitas vezes são eles que se preocupam bastante connosco, porque é como se nós, netos, fossemos uns segundos filhos para eles.

        Concluindo, é fundamental que a sociedade valorize mais os idosos, promovendo inclusão, apoio e carinho, para que se sintam integrados e reconhecidos. 

David Cardoso, 7ºA



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O BLOG É TEU...POEMAS (7ºA)

                            Breve Permanência

Não somos feitos de pedra,
mas de vento que insiste.
Passamos pelas horas
como quem atravessa um rio
sem saber a profundidade.

Há dias em que o céu pesa
sobre os ombros cansados,
e outros em que a luz
nos encontra distraídos
e decide ficar.

Carregamos memórias
como quem guarda sementes:
algumas dormem anos,
outras florescem
ao menor sinal de chuva.

Aprendemos devagar
que quase tudo é partida —
a infância, os medos,
os rostos que já foram casa.
Mas algo permanece:
um gesto,
uma palavra dita no momento certo,
um abraço que reorganiza o mundo.

Somos feitos de tentativa,
de quedas discretas,
de coragem que nasce pequena
e cresce quando ninguém vê.

E se o tempo nos leva,
também nos ensina:
cada fim carrega
um começo invisível,
esperando ser chamado.

Gustavo Rocha


O Despertar das Cores

O inverno arruma as malas, cansado e cinzento,
Leva consigo a chuva, o frio e o vento.
Abre-se a cortina de um novo cenário,
Escrito com luz num alegre diário.

Nos campos, o verde ganha um novo tom,
O mundo parece subitamente bom.
As flores despertam de um sono profundo,
Pintando de rosa e amarelo o mundo.

As andorinhas chegam em voos de cetim,
Construindo ninhos no nosso jardim.
Ouve-se o zumbido da abelha atarefada,
Que voa de pétala em pétala, animada.

O sol já aquece, mas sem castigar,
Convida a miúdos e graúdos a brincar.
Os dias são longos, cheios de luz,
A Natureza inteira agora reluz.

É tempo de vida, de brilho e de flor,
A Primavera chega com todo o seu esplendor.
Tudo renasce, tudo volta a cantar,
Nesta estação que nos faz sonhar.

Matilde Marques

Noventa Minutos

A bola descansa no meio do campo,
redonda como promessa.
O apito corta o silêncio
e o mundo começa.

Chuteiras riscam a relva,
corações batem velozes,
cada passe é um plano secreto
gritado em muitas vozes.

A claque vira onda,
sobe, desce, faz tremer.
Um drible nasce improvável,
faz toda a multidão prender
o ar.

O guarda-redes voa no canto,
quase toca o impossível.
Mas a bola encontra a baliza
e o golo é possível.

Não são só noventa minutos,
é coragem, união e paixão.
Porque futebol é mais que um jogo,
é sonho rolando no chão. 

Guilherme Pimenta

                                             Entre o Silêncio e o Vento

Há um instante no ar
onde o tempo para de correr.
As folhas falam com o vento
numa língua que é só viver.

Dentro de mim há silêncio,
mas não é solidão:
é chama que arde devagar
e ilumina o coração.

Diego Caires

O Som do Mar


Ouvindo o som do mar

A bater nas rochas

Parece que as ondas

Vêm contra mim


O som do mar

Faz-me arrepios

E fico logo com frio


As gaivotas a voar

Por cima do mar

Quando apanham um peixe

Ficam logo contentes


Os corais no fundo do mar

Dão-lhe um brio espetacular

Só me apetece ficar o dia todo

A observar…


Nos seus esconderijos

Os peixes ficam a descansar

Quando de lá saem

Nada os faz parar!

Isabela Trindade


Admiração Aranha

Entre prédios altos de frio betão,                                                                                                 balança firme contra o vento incerto.
Não traz riquezas nem glória na mão,
apenas um dever que carrega desperto.

Cai como qualquer um de nós cairia,
sente o peso duro da realidade.
Mas ergue-se sempre, dia após dia,
guiado por um forte sentido de responsabilidade.

Não é um deus distante nas alturas,
é um rapaz comum, cheio de falhas.
Tem dúvidas, medos e noites escuras

( mas enfrenta o perigo nas ruas e muralhas)

No meio da luta solta uma piada,
como quem desafia a própria dor.
E em cada teia lançada ao nada
vai preso um gesto de esperança e valor.

Gosto dele porque mostra, no fundo,
que herói não é quem nunca cai.
É quem escolhe fazer melhor o mundo,
mesmo quando tudo parece desabar demais.

José Pedro Morgado


Sonho

No silêncio da noite calma,
brilha um sonho no coração,
feito estrela que não se apaga,
feito luz na escuridão.

Pequeno verso, grande esperança,
que nasce simples e nunca cansa. 

Théo Rebello

O Céu ao Final da Tarde

O céu pinta-se de laranja,
como um quadro a brilhar.                                                                                             sol desce devagarinho,
como se tivesse medo de acabar.

As nuvens parecem algodão,
a flutuar sem direção.
O vento sopra baixinho,
faz cócegas no meu coração.

As árvores ficam em silêncio,
a ouvir os sons da cidade.
Os pássaros voam para casa,
procurando tranquilidade.

E eu fico a olhar o horizonte,
a pensar no que virá depois.
O dia acaba em silêncio,
mas amanhã começa outra vez para nós.

David Cardoso


No Recreio depois da Chuva

Hoje o céu estava cinzento,
mas não era um cinzento feio,
era tipo quando a professora apaga a luz
e fica tudo em silêncio primeiro.

A chuva caiu devagarinho,
batendo nas janelas da sala,
e eu fiquei a olhar lá para fora
em vez de acabar a ficha de Matemática.

As gotas pareciam correr corrida
umas contra as outras no vidro,
como se fosse campeonato da escola
mas versão microscópica e molhada.

Depois, no recreio,
o chão cheirava a terra lavada
e as poças eram pequenos espelhos
onde o céu se olhava admirado.

Eu quase pisei uma,
mas fiquei só a ver as ondas
a crescerem em círculos perfeitos,
como se alguém tivesse desenhado com compasso.

Às vezes acho que a chuva
não serve só para molhar.
Serve para abrandar o mundo
e dar desculpa para a gente reparar.

E foi assim que, num dia normal,
entre contas e verbos para conjugar,
eu descobri que até uma poça de água
tem histórias para contar.

Rodrigo Silva



Carol e o Caracol

Uma vez uma menina chamada Carol

Fez amizade com um caracol

No parque verde foi
junto aos arbustos vi-o
vi-o o subir uma parede

Carol e o caracol
passearam pelo parque
num dia de Sol

Devagar, logo ao acordar 
iam os dois passear
passearam todos os dias,
mas no em dias de sol,
caracol procurava os seus 
amigos quando havia
raios de sol

Maria Eduarda

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Cúmplices de uma vida

    Simplesmente Luke!

    Tens como nome de registo Luke das Águas do Mondego, mas naquele primeiro contacto decidi, e ninguém sabe porquê, que serias Luke Stumpins!

    Corria o ano de 2017 quando os meus pais decidiram aumentar a nossa “família” com mais um elemento! Sim, família claro, e tu sabes bem disso, és parte de nós...

    Eles deixaram que fosse eu a escolher um entre sete ou oito que faziam parte da ninhada. Ainda hoje acho que foste tu que me escolheste, mas gosto de dizer que fui eu quem te escolhi!!

    Eras um cachorrinho de apenas 2 meses, uma bola de pelo, mas os teus traços não deixavam margem para dúvidas, irias ser mais um belo exemplar de uma raça denominada potencialmente perigosa – pelo preto, umas manchas afogueadas, olhos amendoados e uns prometidos 50kg de puro músculo que virias a alcançar em adulto – um Rottweiller.

    Tu ficaste-te pelo potencialmente, porque de perigoso, para nós claro, desculpa que te diga, mas não tens mesmo nada.

   Em cachorro além das brincadeiras, passava a vida a pegar-te ao colo, agora é mais complicado, podemos é trocar de papéis – se calhar vou pedir aos meus pais uma sela a ver se a coisa funciona!

       Estás sempre a implorar por mimo, por mais uma festa, por uma brincadeira, uma corrida atrás de uma bola para ajudar a desgastar a tua energia sem fim. Brincamos imensas vezes com uma bolinha que anda la por casa, que as vezes desaparece, mas que tu voltas sempre a encontrar.

    Fico impressionado com a tua astúcia, como consegues perceber que comigo podes ser um pouco mais traquina nas brincadeiras, podes por as tuas patorras nas minhas pernas quando estou sentado, mas quando a interação é com a minha irmã Matilde, que tem limitações motoras, mudas completamente o teu comportamento, ficas muito mais calmo e pachorrento, como consegues?

    És também o nosso segurança privado! Vivemos numa zona muito calma, mas tu dás aquela dose extra de segurança e tranquilidade quando ando por casa, seja no interior ou nos jardins – o teu habitat.

    Espero que continues a ser o meu, o nosso, companheiro por muitos anos e permite- me a liberdade, mas não te babes de vaidade, de partilhar dois momentos capturados que retratam a nossa cumplicidade.

Uma imagem com relva, ar livre, cão, pessoa

Os conteúdos gerados por IA podem estar incorretos.Uma imagem com relva, Raça de cão, ar livre, pessoa

Os conteúdos gerados por IA podem estar incorretos.

Gustavo Stumpins

sábado, 21 de fevereiro de 2026

PEÇA DE TEATRO ULISSES

...e aqui ficam mais uns registos do excelente desempenho do elenco na representação da intemporal obra Ulisses. Muitos parabéns a todos os participantes, dinamizadores e à companhia de teatro que, de forma tão extraordinária, pôs em palco o imaginário coletivo que a obra em apreço suscita!

PEÇAS DE TEATRO - DEPARTAMENTO DE LÍNGUAS

    No dia 19 de fevereiro, realizou-se, no auditório da escola, a apresentação das peças O Príncipe Nabo (5.º ano) e Ulisses (6.º ano), previstas no PAA do Departamento de Línguas. Os alunos foram acompanhados pelos respetivos docentes, tendo-se verificado uma adesão significativa por parte das turmas envolvidas.

    A atividade decorreu de forma muito positiva, com interesse, atenção e participação ativa dos alunos. Permitiu contactar com a especificidade do texto dramático, comparar o texto escrito com o representado e consolidar as obras do PNL trabalhadas em sala de aula. Contribuiu ainda para a valorização do teatro enquanto experiência cultural e para o desenvolvimento da expressão oral, da criatividade e da capacidade de interpretação das personagens.

    Considera-se que os objetivos propostos foram plenamente alcançados, constituindo esta atividade uma experiência enriquecedora para os alunos.

Licínia Ramos

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

São Valentim - Departamento de Línguas - Trabalhos de Inglês e Francês

     Estão expostos no atro interior trabalhos de São Valentim em Inglês e em Francês para visionamento de todos.

    Felicitações aos alunos participantes e aos professores dinamizadores!

Trabalhos de Francês

Trabalhos de Inglês


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Trabalhos de Martim Vieira

    Uma das funções do Blogue da Escultor é felicitar os alunos pela excelência dos seus trabalhos e divulgá-los como forma de reconhecimento pelo empenho e dedicação demonstrados. O Blogue é dos alunos, primordialmente! E é para os alunos. 

    Assim, quer para parabenizar um trabalho de mérito, quer para que sirva de inspiração a outros tantos, confiantes que somos, das suas imensas capacidades, que difundimos com muito gosto os vídeos/trabalhos do Martim Vieira.