terça-feira, 27 de outubro de 2026

DIA DA ESCOLA - CONTRIBUTO DA BE

 

RELATÓRIO - DIA DO AGRUPAMENTO – CONTRIBUTO DA BE

No passado dia 26 de outubro realizou-se, mais uma vez e com a mesma alegria de sempre, a celebração do Dia do Agrupamento.

A biblioteca escolar não podia deixar de colaborar e contribuir com iniciativas, não só através da participação em diversas atividades, como também na promoção de momentos especificamente promovidos pela biblioteca escolar.

Para a realização da atividade de leitura e apreciação de segmentos do livro O Principezinho, a biblioteca providenciou a existência do número de exemplares suficientes para que todas as turmas pudessem usufruir da obra em apreço (episódio do diálogo entre o Principezinho e a Rosa). Foram também enviados, por email, guiões de Orientação Pedagógica para a abordagem da obra, recurso esse que ficaria ao critério dos professores usar ou não, mas que foram atempadamente disponibilizados pela Biblioteca Escolar (através dos materiais que a Rede de Bibliotecas Escolares disponibiliza para todas as disciplinas e com o objetivo de fomentar a competência matricial que é a leitura).

A aula de Capoeira que se realizou na sala dos espelhos do Pavilhão Gimnodesportivo às 15:00, tendo a duração de 90 minutos (com aquecimento prévio de 10 minutos) e envolvendo as turmas do 5º B, 5º C e 8º B, foi também uma iniciativa da Biblioteca Escolar que teve como premissa que as turmas participantes fizessem previamente uma pesquisa acerca das raízes desta Arte Marcial coreografada (de modo a colocarem ao Mestre, no mínimo, uma pergunta e desenvolverem hábitos de pesquisa – Literacia Informacional). A adesão dos alunos a esta atividade foi particularmente entusiástica e a iniciativa permitiu a atualização de competências de motricidade, sentido rítmico, movimento harmonioso, sintonia melódica, companheirismo, espírito de equipa, escuta ativa e prática efetiva de aprendizagens. De salientar a presença de Encarregados de Educação que vieram assistir a esta aula de Capoeira.

Aqui deixamos o nosso profundo agradecimento ao Mestre de Capoeira Gilson Araújo que gentilmente se disponibilizou para a dinamização desta aula, que foi tão bem-sucedida e tão frutuosa. A Biblioteca Escolar agradece também ao aluno Lucas (que coadjuvou espontaneamente o professor Gilson nas dinâmicas inerentes à realização desta aula, a qual juntou alunos e alunas de várias idades, diferentes turmas, distintas proveniências,.. todos unidos pelo objetivo comum de um momento de aprendizagem inclusiva.

A Biblioteca Escolar congratula-se com o feedback entusiástico dos participantes e particularmente dos alunos que, nunca tendo praticado Capoeira, ouviram com a máxima atenção e captaram as regras e inerentes a esta Arte Marcial, e com a competência e celeridade puseram essas regras em prática, com bastante vontade, eficácia e respeito entre todos os participantes! Muitos alunos manifestaram o desejo de dar continuidade a esta aprendizagem e praticar capoeira como uma atividade física inclusiva, enriquecedora e que desenvolve múltiplas competências para além da motricidade.

Por iniciativa da Biblioteca Escolar, no momento da entrega dos Diplomas de Quadro de Honra e Mérito, foram distribuídas as letras das canções «Ó Rama, ó que linda Rama”, bem como a canção «Às Quatro da Madrugada/ O passarinho cantou» de forma a que os pais e encarregados de educação pudessem participar ativamente na cerimónia de entrega dos Diplomas aos respetivos educandos.

Em harmonia com um momento musical protagonizado pela professora Ana Maria Martins, esteve presente, no evento, o músico e cantor António Anjos, que tocou acordéon como música de fundo neste momento tão especial para todos, tendo também tocado as melodias para que os pais/encarregados de educação, alunos, professores e toda a comunidade educativa pudessem participar ativamente neste inesquecível momento!

A equipa da biblioteca escolar considera que a leitura de letras de canções (nomeadamente o cante alentejano – património imaterial – que se enquadra no tema orientador do Agrupamento – no presente ano letivo) configuram momentos de leitura, mesmo que breves e com textos singelos. Ler quadras tradicionais também é ler, ler a cantar também é ler…e ler é fundamental para todos!!!

A Coordenadora de Bibliotecas Escolares do AEEFS,

Sílvia Pinto

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Dia Bandeiras Verdes - Galardão Eco-Escolas 2026

 


    No dia 8 de outubro, representamos a nossa escola no Dia das Bandeiras Verdes, em Sintra. Na base aérea, fomos conduzidas por mulheres fardadas ao local de saída do autocarro. Estava um dia quente de sol e após uma volta geral pelo recinto, entramos num dos pavilhões. Visitamos várias tendinhas, fizemos um jogo sobre aromáticas, conhecemos ovos de tubarão e de choco, vimos escamas de cobra e de tartaruga, fizemos separação de resíduos, …

Nesse entretanto passaram uns F-16 muito baixos, provocando um ruído assustador. No exterior ainda participamos em diferentes atividades - simulação de sismo, tiro ao arco, … Na parte da tarde, o ponto alto foi sem dúvida o aparecimento do convidado especial - Carlão.

    Foi uma experiência interessante e divertida, que nos permitiu conviver e aprender coisas novas.


Leonor Amaral (8ºB) e Beatriz Silva (8ºC)





sexta-feira, 16 de outubro de 2026

VINDA DO ESCRITOR - LEITOR SURPRESA


    Foi com muito prazer que recebemos, no Auditório, neste dia 15 de outubro (Dia do Professor no Brasil, sendo que todos os dias são - ou deviam ser - dias do Professor) o Professor Orlando Sequeira, autor da obra Poetas de Segunda, compilação poética que conta com a participação de composições poéticas da autoria de Rute Paiva Teixeira, Rui Marques e Paulo Ramos.

   Foram declamados (por leitura e de memória), poemas subordinados ao tema "O Que Não se Vê Também existe - Raízes ao Quadrado", abrangendo autores como Fernando Pessoa (e heterónimos), Mário de Sá Carneiro, Ruy Belo, David Mourão-Ferreira...

    A turma do 7ºD assumiu um comportamento exemplar e participou ativamente na iniciativa, colocando questões, interagindo com o convidado e ouvindo atentamente os poemas recitados. Fica aqui também o nosso agradecimento à docente Joana Marques, pela adesão incondicional ao evento.

    O balanço é claramente positivo e revelador de que a Poesia está viva, refulgente e agrada aos mais jovens , mesmo com tantos distratores atuais. Temas como o Amor, a Inclusão, a Liberdade, as Frustrações e respetiva superação, a Igualdade, a IA e o seu peso no presente e no futuro foram alvo de um diálogo frutuoso e muito enriquecedor!

     A Srª Diretora do Agrupamento, Drª Lília Afonso, ofereceu um acrílico com uma imagem alusiva ao Agrupamento, como forma de agradecimento, dado que o Professor Orlando Sequeira já marcou presença quatro vezes na escola-sede, disponibilizando-se para replicar a iniciativa de incentivo à leitura de Poesia sempre que seja necessário e atempadamente planeado.

    A todos, o nosso "Obrigada",

    A Coordenadora de Bibliotecas Escolares,

Sílvia Pinto


       

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

DIA DO PROFESSOR - 5 DE OUTUBRO

     No Dia Internacional do Professor, partilhamos um poema de Ricardo Reis e, com ele, homenageamos todos os professores e todas as professoras:

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis

O poema, em Língua Gestual Portuguesa:
https://www.youtube.com/watch?v=AsPp3fhjpp0&t=26s

A Equipa da biblioteca Escolar deseja um Feliz Dia Internacional do Professor!

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

      A música é uma linguagem universal que desempenha um papel essencial nas nossas vidas. Gosto bastante de música, pois tem a capacidade única de transformar o meu estado de espírito: quando a ouço, sinto uma profunda sensação de paz, inspiração e energia, como se as notas dessem voz às minhas emoções. Ter tocado flauta permitiu-me desenvolver uma sensibilidade artística diferente e guardar boas memórias dessa vivência musical. 

Apreciar ou praticar música traz benefícios valiosos:

  • Saúde mental e alívio do stress: Reduz a ansiedade e promove um relaxamento imediato.

  • Estímulo cognitivo: Tocar flauta ou outro instrumento melhora a memória, a concentração e a coordenação motora.

  • Expressão e criatividade: Cantar ou tocar desenvolve a autoconfiança e estimula a imaginação.

Em suma, a música não é apenas um passatempo, mas um pilar fundamental para o bem-estar e equilíbrio emocional.

Guilherme Pimenta, 8ºA



A Importância da Música

No meu ponto de vista, a música é muito importante! É uma coisa de que eu gosto bastante, pois acompanha-me durante viagens de carro, ajuda-me a descontrair, é o fundo de muitos momentos de estudo e lazer.

Os meus estilos favoritos são calmo, clássica e baladas, nomeadamente em inglês. Eu nunca demonstrei muito interesse em tocar algum instrumento, mas, durante o 5º e 6º anos, aprendi a tocar flauta, logo é o único instrumento que sei tocar. Se eu pudesse escolher um para saber/aprender a tocar seria o violão, pois gosto bastante do som que ele produz e pela coordenação que precisamos ter.

Para além de ser uma forma de entretenimento, saber tocar um instrumento, cantar e usufruir de música pode trazer vários benefícios. A música pode ajudar a desenvolver a concentração, a memória e a criatividade, além de melhorar a coordenação e a capacidade de expressão. Cantar também pode ajudar a ganhar confiança e a expressar emoções. Já ouvir música pode ajudar a relaxar, a reduzir o stress e a tornar alguns momentos do dia mais agradáveis. Por isso, considero que a música não é apenas uma forma de diversão, mas também pode contribuir para o nosso desenvolvimento e bem-estar.

A música pode ainda estar relacionada com o desporto, nomeadamente com a prática de zumba, salto em trampolim e atletismo. Durante a prática de atletismo, a música pode ajudar a manter a motivação e a concentração, principalmente durante corridas ou treinos mais longos. O ritmo da música pode também ajudar a acompanhar o ritmo da corrida e a manter uma determinada velocidade. Além disso, depois de um treino de atletismo, ouvir música pode ser uma forma de relaxar e recuperar do esforço físico. Assim, tanto a música como o atletismo podem contribuir para o nosso bem-estar, sendo que a música pode ajudar-nos a manter a motivação durante a prática desportiva e o atletismo ajuda-nos a manter o corpo ativo e saudável.

Concluindo, sendo a algo que só os seres humanos desenvolvera, a música é essencial à Humanidade!

Gustavo Cerdeira, 8ºA


Na minha opinião, a música tem um papel muito importante na vida das pessoas, pois está presente em diferentes momentos do nosso dia a dia. Independentemente da idade ou do gosto musical, a música consegue transmitir emoções, criar memórias e aproximar as pessoas.

Eu adoro ouvir música, é um dos meus passatempo favoritos. Música transmite uma sensação muito confortável independentemente se a música for triste ou feliz. Um dia eu gostaria de tocar um instrumento musical como o violino ou a viola, que são instrumentos de cordas. 

Os meus estilos de música preferidos são o POP e o K-POP (uma mistura de rap com pop koreano e inglês). 

Em conclusão, considero que a música é muito mais do que uma forma de entretenimento, é uma maneira de expressar emoções, conhecer culturas, desenvolver capacidades e criar ligações entre as pessoas.


Catarina Silva. 8ºA




        Na minha opinião, a música é muito importante, porque eu gosto de ouvir e faz parte do meu dia a dia. O meu estilo de música favorito é pop. 

     Quando eu ouço música, sinto paz, sinto que saio da realidade, não ouço barulho nenhum para além da música, como se nada à minha volta existisse. Um instrumento que eu gostaria de tocar, acho que seria o piano e a guitarra.

      Saber tocar, cantar e usufruir da música, traz muitos benefícios para a saúde mental. Praticar música estimula a reflexão  e a resolução rápida de problemas. E por exemplo, tocar instrumentos também ajuda a melhorar a memória e o foco.

    A música para muitos é como se fosse um refúgio e também funciona como uma linguagem universal para comunicar emoções.

E é por isso que eu acho a música importante.


Isabela Trindade, 8ºA



quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O BEM QUE A LITERATURA FAZ NÃO SE VÊ, MAS EXISTE...E CRIA RAÍZES AO QUADRADO


     Bula 

     A literatura, sabemos bem, é uma disciplina da saúde. Claramente do universo da profilaxia, a literatura faz parte da nutrição, implica com as vitaminas, com o magnésio, o ferro, tem que ver com a robustez cardíaca. Alguns livros, defendo muito, são produtos de farmácia, deviam ser receitados nos hospitais e trazer bulas detalhadas que responsabilizassem os cidadãos para a urgência de ler. O mundo dos livros, no mínimo, tem de ser visto com o cuidado preocupadíssimo com que lidamos com a frescura dos legumes, o prazo dos iogurtes ou o comportamento dos ovos numa taça de água. Quem acha que vive bem das tensões, do colesterol ou da diabetes sem livros está enganado.
     Quando Antoine de Saint-Exupéry, em 1943, publicou O Principezinho, estava, talvez sem o haver completamente percebido, a oferecer ao mundo uma das obras mais cuidadoras de sempre.

Valter Hugo Mãe



sábado, 29 de agosto de 2026

A BIBLIOTECA ESCOLAR COMO ESPAÇO DE INCLUSÃO DE NEURODIVERSIDADES


A infância e a adolescência são um período de descobertas, aprendizagem e inclusão em diferentes ambientes, sendo a Escola um deles e, na escola, a Biblioteca Escolar tem um papel de excelência e proporciona oportunidades únicas, tanto para a aprendizagem, como para a inclusão.

Segundo o programa de Neurodiversidade no Trabalho, da Universidade de Stanford, cerca de 15 a 20% da população mundial é neurodivergente, o que significa que milhões de crianças em todo o mundo possuem formas únicas de perceber, processar informação e interagir com o ambiente.

O termo “neurodivergente” é utilizado para descrever pessoas cujo funcionamento cerebral se dá de maneira do considerado “típico” pela sociedade. Isso significa que elas podem compreender, comunicar e perceber o mundo de forma única.

A neurodivergência pode abranger várias condições, tais como a TDAH (Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade) e TEA (Transtorno do Espetro Autista). É sobre este último que vamos refletir, tendo em conta a Biblioteca Escolar. 

Existem pequenos gestos que podem transformar a Biblioteca Escolar (e o mundo) num espaço mais inclusivo, a saber: adaptar o ambiente para acolher necessidades, evitar julgamentos, ouvir com empatia, respeitar o tempo e oferecer apoio, o que permite fortalecer laços.

A Biblioteca Escolar pode ajudar crianças e adolescentes com Transtorno do Espetro Autista de várias formas, por exemplo, utilizando a comunicação visual para ajudar a compreender instruções, antecipar mudanças na rotina, participar das atividades com mais autonomia, reduzir a ansiedade perante coisas novas e favorecer a interação com professores e colegas.

Se nos lembrarmos que nem todas as dificuldades são visíveis, o comportamento também comunica, a rotina gera segurança, que cada aluno tem necessidades diferentes, que punir pode piorar uma crise e que um cérebro autista aprende mais facilmente quando há organização, temos uma excelente base de trabalho para incluir, verdadeiramente, a pessoa com transtorno do espetro autista.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

CONCURSOS DE LEITURA E SPELLING BEE

 

Concurso de Leitura em Língua Inglesa e concurso de soletração de palavras “Spelling Bee”

    No âmbito da 2.a fase da Semana da Leitura, realizou-se no dia 6 de maio de 2026 o Concurso de Leitura em Língua Inglesa (Reading Contest) e o Concurso de Soletração de Palavras (“Spelling Bee”). Estas atividades, integradas no Plano Anual de Atividades do Departamento de Línguas, foram dirigidas aos alunos do 2.o e 3.o ciclos.

    Os concursos para o 2.o ciclo, decorreram na Biblioteca da escola sede, sendo o júri constituído pelas docentes Sílvia Pinto, Anabela Guedes e Sara Costa, que asseguraram a avaliação das prestações dosalunos participantes.

Resultados

Concurso de Leitura em Língua Inglesa – Reading Contest

5.o ano – 1.o lugar (ex aequo):

5.o B – Martim Vieira, n.o 13

5.o C – Cecília Fonseca, n.o 10

5.o E – Rustam Zeinalov, n.o 1


6.o ano – 1.o lugar (ex aequo):

6.o A – Mafalda Gouveia, n.o 11

6.o C – Rafael Reis, n.o 14


Concurso de Soletração – “Spelling Bee”

5.o ano:

1.o lugar – 5.o C – Tin Lei, n.o 23

2.o lugar – 5.o D – Martim Pinto, n.o 20

3.o lugar – 5.o E – Rodrigo Silva, n.o 11

6.o ano:

1.o lugar – 6.o D – Bruno Pereira, n.o 2

2.o lugar – 6.o D – Martim Oliveira, n.o 18

3.o lugar – 6.o E – Salvador Pereira, n.o 21

Avaliação- concursos 2o ciclo

As atividades desenvolvidas pelo Departamento de Línguas decorreram de forma muito positiva, num

ambiente dinâmico, participativo e motivador. Desde o início, os alunos demonstraram entusiasmo e

empenho, evidenciando uma atitude de envolvimento tanto na preparação como na realização das

mesmas. Destaca-se a participação significativa de todos os alunos envolvidos que revelaram

competências ao nível da pronúncia, fluência, compreensão e domínio lexical da língua inglesa. 


No Concurso de Leitura, os participantes demonstraram expressividade, correção linguística e confiança  em voz alta. No “Spelling Bee”, evidenciaram concentração, conhecimento vocabular ecompetência ortográfica. Estas iniciativas revelaram-se pedagogicamente enriquecedoras, contribuindo para o desenvolvimento das aprendizagens essenciais da disciplina de Inglês. Para além da consolidação de competências linguísticas, promoveram ainda a autonomia, a autoconfiança, o espírito de participação e o gosto pela aprendizagem da língua inglesa. O Departamento de Línguas considera muito positivo o impacto destas atividades junto dos alunos, valorizando o ensino da língua inglesa em contextos diversificados e de carácter lúdico-pedagógico.

Assim, considera-se que os objetivos definidos foram plenamente atingidos, contribuindo para o enriquecimento das experiências educativas e para a promoção de aprendizagens significativas.

Departamento de Línguas

Coordenadora: Licínia Ramos

terça-feira, 5 de maio de 2026

DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

     


    A língua portuguesa, herdeira do latim e moldada ao longo de séculos por encontros culturais, viagens marítimas e transformações históricas, ergue-se hoje como um dos mais vastos patrimónios imateriais da Humanidade. Não é apenas um instrumento de comunicação: é um repositório de memória coletiva, um veículo de pensamento e uma ponte viva entre continentes.

    A sua importância no mundo contemporâneo manifesta-se, antes de mais, pela dimensão humana que congrega. Espalhada por vários continentes, a língua portuguesa une povos da Europa, da América, de África e da Ásia numa comunidade linguística que ultrapassa fronteiras geográficas e políticas. Este fenómeno singular confere-lhe uma vocação naturalmente universalista, permitindo que culturas diversas dialoguem sob um mesmo horizonte semântico.

    Todavia, a relevância do português não se limita ao número de falantes. A língua constitui um espaço de produção intelectual, literária e científica de extraordinária riqueza. Nela se inscrevem séculos de poesia, filosofia, crónica e narrativa, que traduzem a pluralidade das experiências humanas nos territórios onde floresceu. Cada variante, cada sotaque, cada vocabulário regional acrescenta novas tonalidades a um idioma que permanece uno na sua essência, mas múltiplo nas suas expressões.

    No plano geopolítico e económico, a língua portuguesa assume igualmente um papel estratégico. A crescente projeção internacional de países lusófonos, aliados à expansão das redes culturais e académicas, transforma o português num idioma de cooperação, diplomacia e intercâmbio científico. A língua torna-se, assim, um instrumento de aproximação entre mercados, universidades e instituições, promovendo a circulação de conhecimento e a partilha de soluções para desafios globais.

    Importa ainda reconhecer o valor simbólico do português como língua de encontro e inclusão,  desempenhando uma função agregadora, acolhendo novos falantes, absorvendo influências e reinventando-se continuamente sem perder a sua identidade profunda.

    Defender e valorizar a língua portuguesa, portanto, não é apenas preservar um legado do passado, mas investir num futuro comum. É garantir que esta herança viva continue a servir de ponte entre povos, de instrumento de criação e de espaço de liberdade intelectual. Num mundo cada vez mais interligado, a língua portuguesa afirma-se como uma das vozes essenciais do concerto das culturas humanas.

A COORDENADORA DE BIBLIOTECAS ESCOLARES,

SILVIA PINTO

sexta-feira, 24 de abril de 2026

25 DE ABRIL - Análise e interpretação de mensagens em letras de músicas


 

Após análise das músicas propostas em aula os versos que mais me marcaram foram os seguintes:

  1. Esta é a madrugada que eu esperava:

Saem para a rua em manifestação

O povo é a voz da nação

Viva à democracia, às eleições livres

Viva ao fim da guerra, aos finais felizes

Viva ao amor que beija as cicatrizes

É o fim da servidão

Viva a mulher e a igualdade

Viva ao futuro, que o povo é que sabe

O lápis azul já não pinta a verdade

Começa a revolução


  1. Feia:

Vocês odeiam as mulheres e quando matam as mulheres, querem chorar e acender velas

Mas metade do mundo são mulheres e a outra metade do mundo é feita dos filhos delas



2- A interpretação dos versos escolhidos foi:

  1. Esta é a madrugada que eu esperava (Bárbara Tinoco):

Retrata o final da ditadura e um pouco sobre tudo o que com isso terminou: a opressão, a censura, a guerra no ultramar. 

Com o início da liberdade era hora de curar feridas, das mulheres começarem a ter mais direitos, a ter igualdade. O povo começou a ter voz no país, nomeadamente com a existência de votação livre.


  1. «Feia» (Carolina Deslandes):

Esta parte tocou-me bastante porque mostra como, ao longo da história, as mulheres foram privadas de direitos e ,muitas vezes, demasiadas vezes, maltratadas. É ainda mais impactante pensar que elas representam mais de metade da população mundial, ou seja, não faz sentido serem tratadas como inferiores ou invisíveis.

E que para nós existirmos foi preciso uma mulher e, certamente, nenhum de nós veria de bom grado a sua mãe (uma mulher) ser vítima de violência, de maus tratos…


GUSTAVO CERDEIRA, 7ºA