terça-feira, 28 de abril de 2026
sexta-feira, 24 de abril de 2026
25 DE ABRIL - Análise e interpretação de mensagens em letras de músicas
Após análise das músicas propostas em aula os versos que mais me marcaram foram os seguintes:
Esta é a madrugada que eu esperava:
Saem para a rua em manifestação
O povo é a voz da nação
Viva à democracia, às eleições livres
Viva ao fim da guerra, aos finais felizes
Viva ao amor que beija as cicatrizes
É o fim da servidão
Viva a mulher e a igualdade
Viva ao futuro, que o povo é que sabe
O lápis azul já não pinta a verdade
Começa a revolução
Feia:
Vocês odeiam as mulheres e quando matam as mulheres, querem chorar e acender velas
Mas metade do mundo são mulheres e a outra metade do mundo é feita dos filhos delas
2- A interpretação dos versos escolhidos foi:
Esta é a madrugada que eu esperava (Bárbara Tinoco):
Retrata o final da ditadura e um pouco sobre tudo o que com isso terminou: a opressão, a censura, a guerra no ultramar.
Com o início da liberdade era hora de curar feridas, das mulheres começarem a ter mais direitos, a ter igualdade. O povo começou a ter voz no país, nomeadamente com a existência de votação livre.
«Feia» (Carolina Deslandes):
Esta parte tocou-me bastante porque mostra como, ao longo da história, as mulheres foram privadas de direitos e ,muitas vezes, demasiadas vezes, maltratadas. É ainda mais impactante pensar que elas representam mais de metade da população mundial, ou seja, não faz sentido serem tratadas como inferiores ou invisíveis.
E que para nós existirmos foi preciso uma mulher e, certamente, nenhum de nós veria de bom grado a sua mãe (uma mulher) ser vítima de violência, de maus tratos…
quarta-feira, 22 de abril de 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Poesia é melodia metafórica...Desafio
A poesia é uma forma de Arte, uma forma de expressão, um meio através do qual o sujeito poético encontra forma de expressar o seu "eu", nas suas emoções, nas suas memórias, nas suas ideologias, na sua visão do mundo, na sua visão do seu mundo!
Em pouco, a Poesia diz muito. E quem diz um poema, comunica muito mais do que o que fala. A poesia contém um excecional poder de síntese, de condensação, de enriquecer cada palavra com um vasto leque de sentidos!
A harmonia, a cadência ritmada, a melodia, a aliteração...são fundamentais na Poesia, podendo (ou não) conviver com a rima (que pode ser cruzada, interpolada, emparelhada, interna...) ou com o verso livre, branco, solto...
A essência da poesia é simbólica, conotativa , metafórica. É essa vertente que lhe confere o seu mistério: a poesia não nasce no fácil nem requer o simples: quer a colaboração do leitor para se descodificar.
Não há um dicionário de palavras poéticas: a poesia brinca com o sentido das palavras, o seu saber e o seu sabor. E a metáfora é um oceano privilegiado para esse jogo.
Deixamos-te aqui algumas metáforas e um desafio: qual será o seu significado expressivo?
- Que belos lábios de cereja!
- A princesa tem cabelos de ouro...
- A vida é uma montanha-russa!
- A Maria é uma flor!
- Tu és um anjo...
- Aquela crítica feroz foi um punhal na alma.
- A sala de aula era um autêntico zoológico.
- A vida é um livro de mistérios.
- A minha mãe é o meu porto de abrigo.
domingo, 19 de abril de 2026
Bandas Desenhadas Digitais - A Raposa e o Lobo - Gustavo Cerdeira (7ºA)
Lançamos o desafio de conceber, em Banda Desenhada Digital, adaptações de fábulas célebres!
Fica aqui o primeiro trabalho, realizado pelo Gustavo Cerdeira, do 7ºA. Para relembrarmos todos as diferenças entre Prosa, Poesia e Prosa Poética (prosa Poética não é Texto Lírico) postamos a versão em prosa através de balões dialógicos de BD e a versão em Prosa Poética:
O lobo e a raposa
Quando tudo era falante,
Diz que a Raposa caiu
Num poço de água abundante:
Chegou um Lobo arrogante,
Que passava acaso, e a viu.
Duma polé pendurava,
Porque o poço era profundo,
Uma corda, a qual atava
Dois baldes: um no alto estava,
Noutro a Raposa no fundo.
Pois a bicha, que era arteira,
Chama o Lobo, e diz: «–Senhor,
Já que eu não fui a primeira,
Socorrei vossa parceira,
Que eu sei que tendes valor.»
Ora assim sem mais porfia
O Lobo, que é fanfarrão,
Já no balde se metia:
Ele cai, ela subia
Por uma mesma invenção.
Toparam-se ao perpassar;
E o Lobo, meio caindo,
Nem lhe ousava de falar;
Ela a rir, e a rebentar
De se ver tão bem subindo.
Em fim ao medo venceu,
Fala o Lobo, e diz: «–Comadre,
Isto vos mereço eu?»
Ela, a zombar do sandeu,1
Nem lhe quis chamar Compadre.
Mas diz-lhe: Dom vagabundo,
Teus queixumes não me empecem;
Acaba já de ir-te ao fundo:
Isto são coisas do mundo,
Quando um sobe, os outros descem.»
1 - Sandeu: parvo, ingénuo, ignorante




