Como tratamos os mais velhos hoje
Aquela frase "tenho pouco jeito para velhos" é algo que às vezes ouvimos por aí. E eu acho que isso diz muito sobre como nós, e a sociedade em geral, estamos a tratar as pessoas mais velhas.
Para mim, dizer que não se tem "jeito" para lidar com idosos é revelar que se é um bocado preguiçoso e sem empatia. É como se os idosos fossem um problema, algo complicado de resolver. Mas a verdade é que eles são as pessoas que nos deram tudo o que temos hoje! Eles trabalharam, construíram coisas, criaram os nossos pais e o nosso país... e agora, quando precisam de um bocadinho mais de atenção ou paciência, muitas vezes são deixados de lado.
É fácil para nós, que estamos sempre com o telemóvel na mão e a correr para todo o lado, acharmos que eles são lentos ou que não entendem as coisas novas. Mas eles têm tanta coisa para nos ensinar! As histórias que eles viveram, os conselhos que podem dar... é um tesouro que não podemos desperdiçar.
David Cardoso, 7ºA
A expressão “tenho pouco jeito para velhotes” mostra uma forma de pensar preocupante na sociedade atual. Muitas vezes, os mais velhos não são tratados com a atenção e o respeito que merecem. Vivemos numa época em que se valoriza sobretudo a juventude, a rapidez e a tecnologia, o que pode levar ao afastamento dos idosos.
Podemos dividir esta temática:.
Vendo pelo lado familiar, devemos sempre valorizar os laços afetivos, o amor, relevando o facto de que o “velhote” de hoje, foi o jovem que no passado teve que ter ou aprendeu a ter jeito para cuidar de nós enquanto crianças - as noites mal dormidas, as fraldas sujas, as birras sem sentido, o acompanhamento da vida escolar, mesmo tendo vida profissional muito preenchida e incontáveis afazeres...Um dia mais tarde, quando o jovem de outrora envelhecer, temos que aprender (ou será querer?) a ter jeito para cuidar deles, retribuir os cuidados que já tiveram para connosco.
Considerando apenas como questão social podemos, e devemos por em prática a expressão “Faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti”.
Os meus avós e os meus pais têm-me ensinado, ao longo da minha ainda curta existência, que a vida é um ciclo, e hoje quem nos ampara, um dia precisará, eventualmente, de ser ajudado, e assim sucessivamente.
Em várias situações, os mais velhos são vistos como pessoas “chatas” que não entendem nada de nada do mundo de hoje em dia, apenas porque têm mais dificuldade em acompanhar as mudanças. No entanto, esquecemo-nos de que são eles que apresentam uma maior experiência de vida, histórias e ensinamentos muito importantes que nos poderão ajudar a encarar o futuro. A falta de paciência por parte dos mais novos, e a falta de tempo para com eles contribui para que muitos se sintam sozinhos, abandonados ou desvalorizados.
Dizer que se tem “pouco jeito para velhotes” pode revelar falta de empatia. Em vez disso, devemos tentar compreender melhor as suas necessidades e demonstrar respeito. Afinal, todos esperamos, um dia, envelhecer com dignidade e consideração.
Muitas vezes são eles que se preocupam bastante connosco, porque é como se nós, netos, fossemos uns segundos filhos para eles.
Concluindo, é fundamental que a sociedade valorize mais os idosos, promovendo inclusão, apoio e carinho, para que se sintam integrados e reconhecidos.
David Cardoso, 7ºA