quinta-feira, 24 de setembro de 2026
O BEM QUE A LITERATURA FAZ NÃO SE VÊ, MAS EXISTE...E CRIA RAÍZES AO QUADRADO
sábado, 29 de agosto de 2026
A BIBLIOTECA ESCOLAR COMO ESPAÇO DE INCLUSÃO DE NEURODIVERSIDADES
A infância e a adolescência são um período de descobertas, aprendizagem e inclusão em diferentes ambientes, sendo a Escola um deles e, na escola, a Biblioteca Escolar tem um papel de excelência e proporciona oportunidades únicas, tanto para a aprendizagem, como para a inclusão.
Segundo o programa de Neurodiversidade no Trabalho, da Universidade de Stanford, cerca de 15 a 20% da população mundial é neurodivergente, o que significa que milhões de crianças em todo o mundo possuem formas únicas de perceber, processar informação e interagir com o ambiente.
O termo “neurodivergente” é utilizado para descrever pessoas cujo funcionamento cerebral se dá de maneira do considerado “típico” pela sociedade. Isso significa que elas podem compreender, comunicar e perceber o mundo de forma única.
A neurodivergência pode abranger várias condições, tais como a TDAH (Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade) e TEA (Transtorno do Espetro Autista). É sobre este último que vamos refletir, tendo em conta a Biblioteca Escolar.
Existem pequenos gestos que podem transformar a Biblioteca Escolar (e o mundo) num espaço mais inclusivo, a saber: adaptar o ambiente para acolher necessidades, evitar julgamentos, ouvir com empatia, respeitar o tempo e oferecer apoio, o que permite fortalecer laços.
A Biblioteca Escolar pode ajudar crianças e adolescentes com Transtorno do Espetro Autista de várias formas, por exemplo, utilizando a comunicação visual para ajudar a compreender instruções, antecipar mudanças na rotina, participar das atividades com mais autonomia, reduzir a ansiedade perante coisas novas e favorecer a interação com professores e colegas.
Se nos lembrarmos que nem todas as dificuldades são visíveis, o comportamento também comunica, a rotina gera segurança, que cada aluno tem necessidades diferentes, que punir pode piorar uma crise e que um cérebro autista aprende mais facilmente quando há organização, temos uma excelente base de trabalho para incluir, verdadeiramente, a pessoa com transtorno do espetro autista.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
CONCURSOS DE LEITURA E SPELLING BEE
Concurso de Leitura em Língua Inglesa e concurso de soletração de palavras “Spelling Bee”
No âmbito da 2.a fase da Semana da Leitura, realizou-se no dia 6 de maio de 2026 o Concurso de Leitura em Língua Inglesa (Reading Contest) e o Concurso de Soletração de Palavras (“Spelling Bee”). Estas atividades, integradas no Plano Anual de Atividades do Departamento de Línguas, foram dirigidas aos alunos do 2.o e 3.o ciclos.
Os concursos para o 2.o ciclo, decorreram na Biblioteca da escola sede, sendo o júri constituído pelas docentes Sílvia Pinto, Anabela Guedes e Sara Costa, que asseguraram a avaliação das prestações dosalunos participantes.
Resultados
Concurso de Leitura em Língua Inglesa – Reading Contest
5.o ano – 1.o lugar (ex aequo):
5.o B – Martim Vieira, n.o 13
5.o C – Cecília Fonseca, n.o 10
5.o E – Rustam Zeinalov, n.o 1
6.o ano – 1.o lugar (ex aequo):
6.o A – Mafalda Gouveia, n.o 11
6.o C – Rafael Reis, n.o 14
Concurso de Soletração – “Spelling Bee”
5.o ano:
1.o lugar – 5.o C – Tin Lei, n.o 23
2.o lugar – 5.o D – Martim Pinto, n.o 20
3.o lugar – 5.o E – Rodrigo Silva, n.o 11
6.o ano:
1.o lugar – 6.o D – Bruno Pereira, n.o 2
2.o lugar – 6.o D – Martim Oliveira, n.o 18
3.o lugar – 6.o E – Salvador Pereira, n.o 21
Avaliação- concursos 2o ciclo
As atividades desenvolvidas pelo Departamento de Línguas decorreram de forma muito positiva, num
ambiente dinâmico, participativo e motivador. Desde o início, os alunos demonstraram entusiasmo e
empenho, evidenciando uma atitude de envolvimento tanto na preparação como na realização das
mesmas. Destaca-se a participação significativa de todos os alunos envolvidos que revelaram
competências ao nível da pronúncia, fluência, compreensão e domínio lexical da língua inglesa.
No Concurso de Leitura, os participantes demonstraram expressividade, correção linguística e confiança em voz alta. No “Spelling Bee”, evidenciaram concentração, conhecimento vocabular ecompetência ortográfica. Estas iniciativas revelaram-se pedagogicamente enriquecedoras, contribuindo para o desenvolvimento das aprendizagens essenciais da disciplina de Inglês. Para além da consolidação de competências linguísticas, promoveram ainda a autonomia, a autoconfiança, o espírito de participação e o gosto pela aprendizagem da língua inglesa. O Departamento de Línguas considera muito positivo o impacto destas atividades junto dos alunos, valorizando o ensino da língua inglesa em contextos diversificados e de carácter lúdico-pedagógico.
Assim, considera-se que os objetivos definidos foram plenamente atingidos, contribuindo para o enriquecimento das experiências educativas e para a promoção de aprendizagens significativas.
Departamento de Línguas
Coordenadora: Licínia Ramos
terça-feira, 5 de maio de 2026
DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA
A língua portuguesa, herdeira do latim e moldada ao longo de séculos por encontros culturais, viagens marítimas e transformações históricas, ergue-se hoje como um dos mais vastos patrimónios imateriais da Humanidade. Não é apenas um instrumento de comunicação: é um repositório de memória coletiva, um veículo de pensamento e uma ponte viva entre continentes.
A sua importância no mundo contemporâneo manifesta-se, antes de mais, pela dimensão humana que congrega. Espalhada por vários continentes, a língua portuguesa une povos da Europa, da América, de África e da Ásia numa comunidade linguística que ultrapassa fronteiras geográficas e políticas. Este fenómeno singular confere-lhe uma vocação naturalmente universalista, permitindo que culturas diversas dialoguem sob um mesmo horizonte semântico.
Todavia, a relevância do português não se limita ao número de falantes. A língua constitui um espaço de produção intelectual, literária e científica de extraordinária riqueza. Nela se inscrevem séculos de poesia, filosofia, crónica e narrativa, que traduzem a pluralidade das experiências humanas nos territórios onde floresceu. Cada variante, cada sotaque, cada vocabulário regional acrescenta novas tonalidades a um idioma que permanece uno na sua essência, mas múltiplo nas suas expressões.
No plano geopolítico e económico, a língua portuguesa assume igualmente um papel estratégico. A crescente projeção internacional de países lusófonos, aliados à expansão das redes culturais e académicas, transforma o português num idioma de cooperação, diplomacia e intercâmbio científico. A língua torna-se, assim, um instrumento de aproximação entre mercados, universidades e instituições, promovendo a circulação de conhecimento e a partilha de soluções para desafios globais.
Importa ainda reconhecer o valor simbólico do português como língua de encontro e inclusão, desempenhando uma função agregadora, acolhendo novos falantes, absorvendo influências e reinventando-se continuamente sem perder a sua identidade profunda.
Defender e valorizar a língua portuguesa, portanto, não é apenas preservar um legado do passado, mas investir num futuro comum. É garantir que esta herança viva continue a servir de ponte entre povos, de instrumento de criação e de espaço de liberdade intelectual. Num mundo cada vez mais interligado, a língua portuguesa afirma-se como uma das vozes essenciais do concerto das culturas humanas.
A COORDENADORA DE BIBLIOTECAS ESCOLARES,
SILVIA PINTO
sábado, 2 de maio de 2026
terça-feira, 28 de abril de 2026
sexta-feira, 24 de abril de 2026
25 DE ABRIL - Análise e interpretação de mensagens em letras de músicas
Após análise das músicas propostas em aula os versos que mais me marcaram foram os seguintes:
Esta é a madrugada que eu esperava:
Saem para a rua em manifestação
O povo é a voz da nação
Viva à democracia, às eleições livres
Viva ao fim da guerra, aos finais felizes
Viva ao amor que beija as cicatrizes
É o fim da servidão
Viva a mulher e a igualdade
Viva ao futuro, que o povo é que sabe
O lápis azul já não pinta a verdade
Começa a revolução
Feia:
Vocês odeiam as mulheres e quando matam as mulheres, querem chorar e acender velas
Mas metade do mundo são mulheres e a outra metade do mundo é feita dos filhos delas
2- A interpretação dos versos escolhidos foi:
Esta é a madrugada que eu esperava (Bárbara Tinoco):
Retrata o final da ditadura e um pouco sobre tudo o que com isso terminou: a opressão, a censura, a guerra no ultramar.
Com o início da liberdade era hora de curar feridas, das mulheres começarem a ter mais direitos, a ter igualdade. O povo começou a ter voz no país, nomeadamente com a existência de votação livre.
«Feia» (Carolina Deslandes):
Esta parte tocou-me bastante porque mostra como, ao longo da história, as mulheres foram privadas de direitos e ,muitas vezes, demasiadas vezes, maltratadas. É ainda mais impactante pensar que elas representam mais de metade da população mundial, ou seja, não faz sentido serem tratadas como inferiores ou invisíveis.
E que para nós existirmos foi preciso uma mulher e, certamente, nenhum de nós veria de bom grado a sua mãe (uma mulher) ser vítima de violência, de maus tratos…
quarta-feira, 22 de abril de 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Poesia é melodia metafórica...Desafio
A poesia é uma forma de Arte, uma forma de expressão, um meio através do qual o sujeito poético encontra forma de expressar o seu "eu", nas suas emoções, nas suas memórias, nas suas ideologias, na sua visão do mundo, na sua visão do seu mundo!
Em pouco, a Poesia diz muito. E quem diz um poema, comunica muito mais do que o que fala. A poesia contém um excecional poder de síntese, de condensação, de enriquecer cada palavra com um vasto leque de sentidos!
A harmonia, a cadência ritmada, a melodia, a aliteração...são fundamentais na Poesia, podendo (ou não) conviver com a rima (que pode ser cruzada, interpolada, emparelhada, interna...) ou com o verso livre, branco, solto...
A essência da poesia é simbólica, conotativa , metafórica. É essa vertente que lhe confere o seu mistério: a poesia não nasce no fácil nem requer o simples: quer a colaboração do leitor para se descodificar.
Não há um dicionário de palavras poéticas: a poesia brinca com o sentido das palavras, o seu saber e o seu sabor. E a metáfora é um oceano privilegiado para esse jogo.
Deixamos-te aqui algumas metáforas e um desafio: qual será o seu significado expressivo?
- Que belos lábios de cereja!
- A princesa tem cabelos de ouro...
- A vida é uma montanha-russa!
- A Maria é uma flor!
- Tu és um anjo...
- Aquela crítica feroz foi um punhal na alma.
- A sala de aula era um autêntico zoológico.
- A vida é um livro de mistérios.
- A minha mãe é o meu porto de abrigo.
domingo, 19 de abril de 2026
Bandas Desenhadas Digitais - A Raposa e o Lobo - Gustavo Cerdeira (7ºA)
Lançamos o desafio de conceber, em Banda Desenhada Digital, adaptações de fábulas célebres!
Fica aqui o primeiro trabalho, realizado pelo Gustavo Cerdeira, do 7ºA. Para relembrarmos todos as diferenças entre Prosa, Poesia e Prosa Poética (prosa Poética não é Texto Lírico) postamos a versão em prosa através de balões dialógicos de BD e a versão em Prosa Poética:
O lobo e a raposa
Quando tudo era falante,
Diz que a Raposa caiu
Num poço de água abundante:
Chegou um Lobo arrogante,
Que passava acaso, e a viu.
Duma polé pendurava,
Porque o poço era profundo,
Uma corda, a qual atava
Dois baldes: um no alto estava,
Noutro a Raposa no fundo.
Pois a bicha, que era arteira,
Chama o Lobo, e diz: «–Senhor,
Já que eu não fui a primeira,
Socorrei vossa parceira,
Que eu sei que tendes valor.»
Ora assim sem mais porfia
O Lobo, que é fanfarrão,
Já no balde se metia:
Ele cai, ela subia
Por uma mesma invenção.
Toparam-se ao perpassar;
E o Lobo, meio caindo,
Nem lhe ousava de falar;
Ela a rir, e a rebentar
De se ver tão bem subindo.
Em fim ao medo venceu,
Fala o Lobo, e diz: «–Comadre,
Isto vos mereço eu?»
Ela, a zombar do sandeu,1
Nem lhe quis chamar Compadre.
Mas diz-lhe: Dom vagabundo,
Teus queixumes não me empecem;
Acaba já de ir-te ao fundo:
Isto são coisas do mundo,
Quando um sobe, os outros descem.»
1 - Sandeu: parvo, ingénuo, ignorante
quinta-feira, 16 de abril de 2026
A IMPORTÂNCIA DA ARTE E DA LITERATURA - Texto de Opinião 6ºD
quinta-feira, 26 de março de 2026
DIÁRIO DE LEITURA
2º CAPÍTULO – (26-03-26)
7ºC
No segundo capítulo, a personagem Addie começa a ganhar contornos mais intrigantes
e, ao mesmo tempo, inquietantes. À primeira vista, ela parece apenas uma aluna discreta,
alguém que passa despercebida no ambiente escolar, mas, conforme mergulhamos em seus
pensamentos, percebemos que há algo muito mais profundo a acontecer. Addie observa tudo
ao seu redor com uma atenção quase desconfortável, como se cada detalhe tivesse um
significado oculto. AS suas perceções sobre as outras pessoas não são inocentes: há sempre
um julgamento implícito, uma análise silenciosa que levanta dúvidas sobre suas verdadeiras
intenções. Ao longo do capítulo, pequenos indícios começam a surgir, sugerindo que ela
esconde algo — mas o quê exatamente ainda não fica claro.
Esse mistério cria uma tensão crescente, fazendo o leitor questionar se Addie é apenas
uma observadora ou se está envolvida em algo muito maior do que aparenta. E é justamente
essa sensação de que há segredos prestes a serem revelados que desperta uma curiosidade
irresistível, deixando no ar a pergunta: até onde vai a verdade por trás do olhar atento de
Addie?
E então, quase sem perceber, somos puxados para dentro do seu silêncio — um lugar
onde as palavras não ditas pesam mais do que qualquer confissão. Há algo no olhar de Addie
que ecoa além da página, como um sussurro que insiste em ficar. E quando o capítulo
termina, não é um fim, mas uma sombra que se alonga, um segredo que respira nas
entrelinhas… esperando, paciente, para ser descoberto.
quarta-feira, 25 de março de 2026
DIÁRIO DE LEITURA - INICIAÇÃO À LEITURA DO LIVRO A PROFESSORA, de Frida McFadden (Isabel Maia)
1º CAPÍTULO – (25-03-26)
7ºC
Os verdadeiros vilões sabem parecer heróis.
Começar este livro foi como entrar silenciosamente numa sala de aula onde algo não está bem e sentimos isso antes mesmo de perceber exatamente porquê.
No primeiro capítulo, somos apresentados a Eve, uma professora de matemática que, à primeira vista, parece perfeitamente no controlo.
Mas rapidamente se nota que há algo mais por trás da sua vida perfeita. Um detalhe curioso é a atenção que ela dá a aspetos aparentemente superficiais, como os sapatos, o que nos fez pensar que talvez isso funcione como uma espécie de fuga ou até uma tentativa de manter controlo num ambiente onde nem tudo é tão previsível como parece.
O mais interessante neste início é a sensação de que estamos a ver apenas a superfície. Há tensão no ar, especialmente quando se começa a perceber que o seu casamento com Nate não está bem. Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu, mas dá para sentir que há uma história que provavelmente não é uma história feliz.
Este primeiro capítulo não é explosivo, mas é extremamente eficaz: planta dúvidas, cria desconforto edeixa-nos curiosos. Quem é realmente Eve? Podemos confiar nela? E o que irá acontecerdentro daquela escola?
Se o objetivo de um primeiro capítulo é prender o leitor… então missão cumprida. Ficamos com vontade de continuar — e, mais importante, com a impressão de que nada nesta história será tão simples como parece. Terminámos este início com um nó no estômago e uma certeza: há segredos aqui que não vão ficar enterrados por muito tempo.
E se a pessoa que parece mais controlada… for, afinal, a mais perigosa de todas?
(E já agora, professora… vamos ao próximo capítulo? ��)





