terça-feira, 30 de setembro de 2025

A Paz

Paz, palavra pequena, mas com um grande significado. 
Paz, palavra pequena, mas tão abrangente – paz de espírito, paz familiar e a paz no mundo. 
Paz, palavra pequena, mas que se devia sobrepor a outras mais extensas ou seja a guerra, o poder e a ganância. 
Antes de mais, deixem-me dizer que podemos e devemos promover a paz diariamente. Por exemplo, na escola temos que respeitar todas as pessoas com as suas diferentes opiniões, formas de ser, características pessoais... Note-se que o exemplo tem que vir de casa, ou seja, dos familiares. 

Concluindo, se todos trabalhassem em busca de paz poderia ser que ela um dia se estendesse por todo o mundo!!!





 









        

        Gustavo Cerdeira

Citação para reflexão

      «Nós somos responsáveis pelos que cativamos.»

💚Antoine St. Exupéry

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

ENSINAR PARA A PAZ, ENSINAR PELA PAZ - Poemas

 

A Paz sem Vencedor e sem Vencidos

 

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Que o tempo que nos deste seja um novo

Recomeço de esperança e de justiça

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

 

Erguei o nosso ser à transparência

Para podermos ler melhor a vida

Para entendermos vosso mandamento

Para que venha a nós o vosso reino

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

 

Fazei Senhor que a paz seja de todos

Dai-nos a paz que nasce da verdade

Dai-nos a paz que nasce da justiça

Dai-nos a paz chamada liberdade

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dual

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A MÚMIA (Atividade de Escrita)

 

Lê com atenção o seguinte excerto do livro: Uma Aventura no Egito:

      «Enfiando as pernas pelo buraco, segurou-se no rebordo de pedra e depois deixou-se escorregar com a habilidade típica de quem está habituado a saltar muros.
       — Aleijaste-te, pá?
           A resposta foi um "Hum" que Pedro julgou vinda da boca do Chico, mas não vinha...
     Pouco depois, quando já todos tinham aterrado naquele novo compartimento subterrâneo e acenderam as lanternas para tentarem perceber onde estavam, iam morrendo de susto, porque no canto oposto jazia uma múmia! Como todas as múmias, tinha o corpo enfaixado em ligaduras brancas, mas os olhos remexiam-se e brilhavam no escuro.
      — "Hum!"
      — A mú... múmia falou? — perguntaram as gémeas espavoridas.
      — A... ga... ba... ba...
      Pedro gaguejava de cabelos em pé, os outros nem gaguejar conseguiam porque a língua se  colara ao céu da boca. Ísis ainda fez menção de voltar para trás, só que os músculos não lhe obedeciam. As pernas e os braços tinham ficado rígidos, os dentes batiam castanholas: tec...tec...
      Quem primeiro recuperou o sangue frio foi o Chico,que deu um passo em frente, atirou um feixe de luz para a cara da múmia. Como ela cerrou as pálpebras, deu outro passo em frente e disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça em voz grossa e provocadora:
      — Ó múmia, estás viva ou morta?
      As dúvidas desfizeram-se de imediato, porque o corpo enfaixado se remexeu, as pálpebras agitaram-se e o gemido repetiu-se:
      — Hum!
      Aproximaram-se então devagar, a medo, mal acreditando no que os seus olhos viam.
      — Será o príncipe herdeiro? — perguntou um deles atarantado.
      — O príncipe era uma criança e esta múmia é de adulto!
     Entreolharam-se com cara de parvos, pois nem a conversa tinha nexo nem aquilo podia estar a acontecer.
      — Ninguém resiste milhares de anos debaixo da terra sem comer nem beber!
      — Hum!
      O gemido subira de tom, o corpo agitava-se agora como se fosse uma minhoca gigantesca.
      — Tira-lhe as ligaduras!
      — Tira tu!
      Rodearam-na, com um ar surpreendido, ansioso e expectante. Que raio lhes apareceria por baixo das ligaduras?
      Luísa inspirou como quem fareja, para constatar atónita:
      — Cheira a perfume!
      Então o João, que ainda não abrira a boca, ajoelhou-se, retirou um canivete do bolso e corajosamente pôs-se a cortar as ligaduras da cabeça da múmia.»


👉O que terá acontecido depois? Escreve uma conclusão para esta situação tão assustadora para este grupo de jovens amigos!

domingo, 7 de setembro de 2025

Recomeço...

        A Equipa da Biblioteca Escolar dá as boas-vindas a toda a comunidade educativa, desejando um ótimo ano letivo, repleto de conquistas, sucessos, triunfos e alegrias, pois pela...

      Fresca manhã da vida, recomeço...

Doutros orvalhos onde o sol se molha.
Nova canção de amor e novo preço
Do ridente triunfo que nos olha.

Larga e límpida luz donde se vê
Tudo o que não dormiu e germinou;
Tudo o que até de noite luta e crê
Na força eterna que o semeou.

Um aceno de paz em cada flor;
Um convite de guerra em cada espinho;
E os louros do perfeito vencedor
À espera de quem passa no caminho.

domingo, 13 de julho de 2025

LITERATURA INFANTIL... JUSTIFICA-SE?

     C.S. Lewis acreditava que uma história infanto-juvenil apreciada apenas por crianças e jovens era uma má história. Tchékhov foi um pouco mais longe... para ele, o problema não se limitava ao facto de haver histórias infantis que não apelavam ao interesse dos adultos (as tais da definição de Lewis para uma má história para crianças), mas que houvesse uma necessidade de leitura dedicada especificamente à infância e à juventude.

    A 21 de janeiro de 1900, Tchékhov, doente e febril com uma gripe, escreveu a um amigo, Rossolimo, dizendo: "não sei escrever para crianças; os chamados livros infantis não me agradam nem acredito neles". Curiosamente, também Saramago afirmou não saber escrever para crianças, justamente no início de A Maior Flor do Mundo, um conto supostamente para crianças escrito por ele!

    A Tchékhov a literatura infantil enquanto subgénero parecia uma construção artificial e desnecessária: os jovens deveriam ler o que os adultos reconhecem como boa literatura. Segundo ele, tem que ser o critério da importância da mensagem e não o da idade. Anderson, Gogol, são facilmente lidos tanto por crianças, como por jovens ou adultos. "Não se devem escrever livros para crianças, mas sem saber escolher entre tudo o que é escrito (nomeadamente para adultos) aquilo que lhes pode ser lido ou dado a ler". Em suma, Tchékhov acreditava não haver necessidade de inventar um tipo especial de literatura. O que é preciso é saber escolher.

    Tchékhov não defendeu esta perspetiva por desprezo à infância, pelo contrário, fê-lo por respeito, recusando infantilizar o que não pode ser infantilizado. A analogia médica que Tchékhov usa na carta é bastante esclarecedora: "saber selecionar entre os medicamentos e administrá-los em doses adequadas é o método mais coerente do que inventar um remédio especial porque o doente é uma criança". A literatura infanto-juvenil era esse remédio. Não seria preciso fabricá-lo: bastaria dar às crianças e aos jovens as doses certas do que já existe ou poderá vir a existir.

    Poder-se-á argumentar contra Tchékhov, sabendo (como sabemos) que há livros que foram escritos especificamente para um público infanto-juvenil. Pensemos, no entanto (e apenas para dar um exemplo), no livro Alice no País das Maravilhas.

Afonso Cruz, O Vício dos Livros

UM BOM VÍCIO, O DE LER...

     Uma biblioteca cheia de livros (mesmo que muitos ainda não tenham sido lidos) é uma biblioteca enorme porque contém em si a semente da possiblidade. É imensa, porque inclui desejo. Quem a criou e alimenta possui, com certeza, desejo acima das suas possibilidades, e isso define a sua ambição. Nunca concretizaremos plenamente os nossos desejos, mas o tamanho da biblioteca pode evidenciar o tamanho da ambição e o tamanho dos potenciais leitores. O leitor tímido terá um ou dois livros por ler, um leitor ambicioso terá logicamente mais. Em japonês, existe uma palavra para a pilha de livros por ler: tsundoku.

    Seria expectável que um grande leitor fosse aquele com menos livros por ler, pois já leu muitos, mas não é isso que acontece. O melhor leitor tem cada vez mais livros por ler, um maior tsundoku. Quanto mais lê, mais a lista dos livros que quer ler aumenta.


Afonso Cruz, o vício de ler

sexta-feira, 20 de junho de 2025

PRÉMIO LITERÁRIO ALMEIDA GARRETT - MAIS UMA EDIÇÃO INESQUECÍVEL

       No passado dia 18 de junho, realizou-se, pelas 21h30, no Auditório da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, a cerimónia da Entrega de Prémios do Concurso "Prémio Literário Almeida Garrett". Este concurso, dinamizado pela Junta há vários anos, destina-se a todas as escolas públicas e privadas de Oliveira do Douro, incentivando a criação literária e o espírito criativo dos alunos.

        Os trabalhos a concurso têm de ser originais, da autoria dos alunos, seguindo as fase de planificação, escrita e revisão textual (esta última, sob orientação da docente de Português, da Professora Titular de Turma e das Professoras Bibliotecárias).

       Todos os participantes receberam Diplomas de Participação e os Vencedores receberam também uma vale FNAC.

      Felicitando todos os participantes, destacamos aqui os alunos premiados do nosso Agrupamento:

      Escalão A: 1ºciclo - 2º Lugar: Sofia Cunha "O Dia em que Almeida Garrett descobriu o Teatro" (Escola Básica do Outeiro)

                            1ºciclo - 3º Lugar: Olívia Santos "A Estrela" (Escola Básica do Outeiro)

         Escalão C: 9º ao 12ºano

                       9ºano - 2º Lugar: Vansh Kaler "O Pior Tolo é o que não quer...Ler" (Escola Escultor António Fernandes de Sá)

                           9ºano - 3º Lugar: Marta Dias "A Voz da Memória" (Escola Escultor António Fernandes de Sá)

   Muitos Parabéns a todos! 

           

   


      

sexta-feira, 13 de junho de 2025

MULTICULTURALIDADE

MULTICULTURALIDADE 

 

      O fenómeno da multiculturalidade é, incontornavelmente, uma realidade dos nossos dias.

    A multiculturalidade, cada vez mais presente no mundo globalizado, promove uma convivência enriquecedora entre diferentes povos. Além disso, fortalece os elos de amizade, pois o contato com novas culturas gera (ou deverá gerar) respeito e empatia.

  É certo que há vozes discordantes relativamente à recetividade e acolhimento, mas, não raro, são pessoas menos eruditas, com menos sensibilidade e com um pensamento crítico toldado por dogmas e estigmas que devem ser combatidos.

   Ao mesmo tempo, a diversidade cultural contribui para a diplomacia entre nações, já que aproxima sociedades por meio do diálogo e da cooperação. 

  Por outro lado, o uso de diferentes línguas amplia o conhecimento e facilita a comunicação global. Dessa forma, conhecer culturas variadas permite o reconhecimento das qualidades do país que acolhe imigrantes. Com isso, estimula-se não apenas o respeito mútuo, mas também a integração social.

   Para além disso, a presença de várias culturas impulsiona o desenvolvimento da economia, visto que atrai investimentos e amplia a oferta de serviços. Portanto, o crescimento demográfico gerado pela imigração é um fator positivo. Portugal tem beneficiado com mais mão-de-obra, o que fortalece setores essenciais e primários da economia.

  Logo, a multiculturalidade deve ser valorizada, pois contribui para o progresso económico e social. 

    Em conclusão, quando há abertura para o novo, todos ganham: o país, os imigrantes e a sociedade como um todo!

Texto realizado pelos alunos do 9ºC


ACOLHER...


     O fenómeno da multiculturalidade é, incontornavelmente, uma realidade dos nossos dias.

    Sendo assim, devemos conviver com os imigrantes de forma a não criar conflitos e não emitir comentários xenófobos, e até aprender um pouco da sua língua e dos seus costumes.

    Havendo cada vez mais imigrantes, o crescimento demográfico é notório, pois 15% da população portuguesa corresponde a imigrantes.

    Não posso deixar de referir que, com maior número de pessoas, teremos mais pessoas para trabalhar, ou seja, o país poderá ficar mais rico, pois conseguirá produzir mais produtos para existirem mais exportações e assim gerar mais dinheiro.

    Podemos ainda ganhar conhecimentos sobre a gastronomia e ganhar laços com outros países por darmos melhores condições aos seus emigrantes.

    Como muitos dizem (e eu não posso negar) é que muitos dos nossos portugueses também foram para fora trabalhar (e continuam a ir) para procurar melhores condições, tanto financeiras, como de vida; por isso, deixo aqui a pergunta para refletirmos todos: por que não acolhermos os imigrantes da mesma maneira que nos acolheram a nós nos outros países?


João Miguel Ramos Pereira, 9ºC

terça-feira, 10 de junho de 2025

VINDA DA ESCRITORA - LUÍSA SANTOS

      No dia cinco de junho, esteve presente, no Auditório da escola-sede, a escritora Maria Luísa Santos, para dinamizar sessões de apresentação dos seus livros:



Uma Lagarta na Magrafalândia
A Quinta das Modernices


       Na sessão das 9h30, marcaram presença as turmas do 5ºB, 5ºD e 5ºE;
na das 10h30, foi a vez dos alunos do 5ºA, 5ºC e 6ºA e, por fim, mas não menos importante, na sessão das 11h25, as turmas do 8ºA, 8ºB, 8ºC e 9ºC.




        Debateram-se temas importantes, como o uso excessivo dos telemóveis e a dependência aditiva das redes sociais.

        As leituras dramatizadas recorreram da melhor forma e foram momentos frutuosos, de aprendizagem e convívio sadio.



        Esta atividade teve a colaboração direta e muito ativa da docente e membro da Lília Afonso, a quem a Biblioteca Escolar, na pessoa da Professora Bibliotecária, Sílvia Pinto, muito agradece!