quinta-feira, 3 de abril de 2025

"Reading Contest" celebra o gosto pela Leitura em Inglês

      No dia 1 de abril de 2025, no âmbito da Semana da Leitura, os alunos do 2.º ciclo da EB 2,3 participaram entusiasticamente no Reading Contest - Concurso de Leitura em Língua Inglesa- promovido pelo Departamento de Línguas.

      O evento decorreu na biblioteca da escola e teve como objetivo principal incentivar o gosto pela leitura e aprimorar as competências na língua inglesa. Durante o concurso, os alunos demonstraram dedicação e entusiasmo ao lerem excertos de textos das obras extensivas abordadas em sala de aula. O nível de prestação foi muito bom, tornando a tarefa do júri bastante desafiadora. O painel de jurados foi composto pelas professoras Helena Cristina Tavares, Irene Baptista (professora convidada) e contou ainda com a colaboração da professora bibliotecária Sílvia Pinto. Após uma avaliação criteriosa, foram apurados os vencedores:

5.º ano:

  • 1.º lugar (ex aequo): Diego Mota e Mafalda Gouveia (Turma A)

  • 2.º lugar: Aayan Baing (Turma E)

  • 3.º lugar: Stepan Afanasev (Turma D)

6.º ano:

  • 1.º lugar: Matilde Marques (Turma A)

  • 2.º lugar: Léana Vitória Lopes (Turma D) e Santiago Pina (Turma D)

  • 3.º lugar: Gustavo Cerdeira (Turma A)

     Todos os participantes estão de parabéns pelo empenho e pelo gosto demonstrado e, sobretudo, pela vontade de ler cada vez melhor, com mais expressividade e fluência em inglês.
          O evento revelou-se um sucesso e deixou a promessa de uma nova edição no próximo ano. Que venham mais momentos de leitura e aprendizagem!

terça-feira, 1 de abril de 2025

ENCONTRO INTERTURMAS 7ºANO

         E logo pela manhã de terça, no Auditório, as turmas do 7ºA e do 7ºB estiveram muito bem representadas e participaram com muito mérito no Encontro Interturmas, sobre a obra O Cavaleiro da Dinamarca.

       Ambas as turmas responderam corretamente a um total de 28 perguntas (foram realizadas 14 questões por turma) e, findo o tempo regulamentar para o Encontro, verificou-se um empate, pelo que as duas turmas se consagraram vencedoras!

    Dado o elevado índice de exigência das questões, houve muito estudo, preparação e mérito! O comportamento foi também exemplar! Todos estão de parabéns!

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Alunos do 2º Ciclo brilham no Primeiro Concurso "Spelling Bee"


    

 


 No dia 31 de março de 2025, os alunos do 2º ciclo participaram, pela primeira vez, no concurso "Spelling Bee", uma competição de soletração de palavras em inglês, dinamizada pelo Departamento de Línguas,  integrada na Semana da Leitura.



        O evento decorreu na biblioteca da escola e contou com a presença das professoras de inglês Licínia Ramos e Helena Cristina Tavares, além da colaboração especial da docente aposentada Irene Baptista.

        Os alunos demonstraram grande entusiasmo e dedicação na preparação da atividade e ao longo da competição, tornando o concurso bastante renhido. O nível de preparação dos participantes fez com que a escolha dos vencedores fosse um desafio para o júri.


          No 5º ano, a grande vencedora foi a aluna Maria Peixoto, da turma E, que conquistou o primeiro lugar com uma performance exemplar. No 6º ano a aluna Margarida Maia, da turma C,  destacou-se entre os concorrentes e garantiu o título de campeã.

                                                 Maria Peixoto, 5ºE




                                                    Margarida Maia, 6ºC


       Parabéns a todos os participantes pelo seu empenho! O sucesso desta edição garante a promessa de que, para o próximo ano, haverá mais uma emocionante edição do "Spelling Bee".

sexta-feira, 28 de março de 2025

Canguru Matemático...

 ...mais uma edição bem sucedida, no presente ano letivo. Parabéns a todos os envolvidos na iniciativa!



Soneto de Camões - SE TANTA PENA TENHO MERECIDA

Se tanta pena tenho merecida
Em pago de sofrer tantas durezas,
Provai, Senhora, em mim vossas cruezas,
Que aqui tendes uma alma oferecida.

Nela experimentai, se sois servida,
Desprezos, desfavores e asperezas,
Que mores sofrimentos e firmezas
Sustentarei na guerra desta vida.

Mas contra vosso olhos quais serão?
Forçado é que tudo se lhe renda,
Mas porei por escudo o coração.

Porque, em tão dura e áspera contenda,
É bem que, pois não acho defensão,
Com me meter nas lanças me defenda.

 

Luís de Camões

Soneto de Camões - QUANDO DA BELA VISTA O DOCE RISO

Quando da bela vista e doce riso
Tomando estão meus olhos mantimento,
Tão enlevado sinto o pensamento,
Que me faz ver na terra o Paraíso.

Tanto do bem humano estou diviso,
Que qualquer outro bem julgo por vento;
Assi[m] que, em caso tal, segundo sento,
Assaz de pouco faz quem perde o siso.

Em vos louvar, Senhora, não me fundo,
Porque quem vossas cousas claro sente,
Sentirá que não pode conhecê-las.

Que de tanta estranheza sois ao mundo,
Que não é de estranhar, Dama excelente,
Que quem vos fez fizesse céu e estrelas.

Luís de Camões

Soneto de Camões - DE QUANTAS GRAÇAS TINHA, A NATUREZA

De quantas graças tinha, a Natureza

Fez um belo e riquíssimo tesouro,
E com rubis e rosas, neve e ouro,
Formou sublime e angélica beleza.

Pôs na boca os rubis, e na pureza
Do belo rosto as rosas, por quem mouro;
No cabelo o valor do metal louro;
No peito a neve em que a alma tenho acesa.

Mas nos olhos mostrou quanto podia,
E fez deles um sol, onde se apura
A luz mais clara que a do claro dia.

Enfim, Senhora, em vossa compostura
Ela a apurar chegou quanto sabia
De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.

 

Luís de Camões

Soneto de Camões - VOSSOS OLHOS, SENHORA, QUE COMPETEM

Vossos olhos, Senhora, que competem
Com o Sol em beleza e claridade,
Enchem os meus de tal suavidade,
Que em lágrimas de vê-los se derretem.

Meus sentidos prostrados se submetem
Assim cegos a tanta majestade;
E da triste prisão, da escuridade,
Cheios de medo, por fugir remetem.

Porém se então me vedes por acerto,
Esse áspero desprezo com que olhais
Me torna a animar a alma enfraquecida.

Oh gentil cura! Oh estranho desconcerto!
Que dareis c' um favor que vós não dais,
Quando com um desprezo me dais vida?

Luís de Camões

Poema de Camões - O CISNE, QUANDO SENTE SER CHEGADA

 

O cisne, quando sente ser chegada
A hora que põe termo a sua vida,
Música com voz alta e mui subida
Levanta pela praia inabitada.

Deseja ter a vida prolongada
Chorando do viver a despedida;
Com grande saudade da partida,
Celebra o triste fim desta jornada.

Assim, Senhora minha, quando via
O triste fim que davam meus amores,
Estando posto já no extremo fio,

Com mais suave canto e harmonia
Descantei pelos vossos desfavores
La vuestra falsa fé y el amor mio.

                   Luís de Camões

Soneto de Camões - QUEM VÊ, SENHORA, CLARO E MANIFESTO

Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder a vista só em vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.

Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e alma por querê-los,
Donde já não me fica mais de resto.

Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.

Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que, quanto mais vos pago, mais vos devo.

 

Luís de Camões

Soneto de Camões - QUE PODEREI DO MUNDO JÁ QUERER

Que poderei do mundo já querer,
que, naquilo em que pus tamanho amor,
não vi senão desgosto e desamor,
e morte, enfim; que mais não pude ver!

Pois vida me não farto de viver,
pois já sei que não mata grande dor,
se cousa há que mágoa dê maior,
eu a verei; que tudo posso ver,

A morte, a meu pesar, me assegurou
de quanto mal me vinha; já perdi
o que perder o medo me ensinou.

Na vida desamor somente vi,
na morte a grande dor que me ficou;
parece que para isto só nasci. 

 

Luís de Camões

Soneto de Camões - POIS MEUS OLHOS NÃO CANSAM DE CHORAR

Pois meus olhos não cansam de chorar
Tristezas não cansadas de cansar-me;
Pois não se abranda o fogo em que abrasar-me
Pôde quem eu jamais pude abrandar;

Não canse o cego Amor de me guiar
Donde nunca de lá possa tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me,
Enquanto a fraca voz me não deixar.

E se em montes, se em prados, e se em vales
Piedade mora alguma, algum amor
Em feras, plantas, aves, pedras, águas;

Ouçam a longa história de meus males,
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas.

Luís de Camões

Soneto de Camões - AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                           Luís de Camões