quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

SESSÃO SOBRE DIREITOS HUMANOS

 


       Realizou-se, no dia 13 de janeiro, no Auditório, das 10h30 às 11h30, uma sessão de esclarecimento para os nonos anos sobre Direitos Humanos, dinamizada por uma Ativista da Amnistia Internacional, Srª Drª Marta Silva. Esta atividade decorreu no âmbito das disciplinas de história e geografia. 


Amnistia Internacional: os Direitos Humanos dizem respeito a todos nós

    Quando se fala em Direitos Humanos, muitas pessoas pensam que se trata de um tema distante, reservado a conflitos longínquos ou a debates políticos complexos. No entanto, a verdade é que os Direitos Humanos fazem parte do quotidiano de todos nós — e a Amnistia Internacional tem sido, há mais de 60 anos, uma das vozes mais ativas na sua defesa.

    A Amnistia Internacional nasceu em 1961, a partir de um gesto simples mas poderoso: a indignação perante a prisão injusta de pessoas apenas por expressarem as suas ideias. Curiosamente, um dos episódios que esteve na origem da organização envolveu Portugal, quando estudantes foram presos durante o regime ditatorial por brindarem à liberdade. Esse acontecimento ajudou a transformar a indignação individual numa mobilização global.

    Hoje, a Amnistia Internacional está presente em mais de 150 países e territórios e atua de forma independente de governos e partidos políticos. O seu trabalho passa pela investigação de violações de Direitos Humanos, pela denúncia pública de abusos e pela pressão junto de autoridades para que respeitem normas internacionais. Tortura, detenções arbitrárias, pena de morte, discriminação, repressão da liberdade de expressão ou perseguição de minorias são apenas algumas das áreas em que a organização intervém.

    Nos últimos anos, a Amnistia tem também chamado a atenção para desafios mais recentes, como o impacto das alterações climáticas nos Direitos Humanos, o tratamento dado a refugiados e migrantes ou os perigos associados à vigilância digital e ao uso abusivo de tecnologias de reconhecimento facial.

    Em Portugal, a secção nacional da Amnistia Internacional tem tido um papel importante tanto na sensibilização da população como na análise de situações internas. Questões como o racismo, as condições nas prisões, a actuação das forças de segurança ou o acesso ao asilo têm sido alvo de campanhas, relatórios e acções públicas. Para além disso, a organização aposta fortemente na educação para os Direitos Humanos, sobretudo junto dos mais jovens.

    Num mundo cada vez mais marcado pela polarização, pela desinformação e pelo enfraquecimento de valores democráticos, o papel da Amnistia Internacional continua a ser essencial. Defender os Direitos Humanos não é apenas uma tarefa de ativistas ou organizações internacionais — é uma responsabilidade coletiva.

    Afinal, como a própria Amnistia recorda, "a mudança começa muitas vezes com pequenos gestos: informar-se, questionar injustiças e não ficar indiferente."