segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Segurança Rodoviária - 7ºA


Segurança Rodoviária

Tinham sido semanas de preparação, de sonhos a imaginar como

seriam as tão aguardadas férias.

Finalmente o tão desejado dia havia chegado. Desta vez a Joana

levantou-se sem as habituais birras matinais e acordou uma hora mais cedo

do que quando vai para a escola. Durante toda a manhã a viagem seguiu

animadíssima - canções, adivinhas, etc... Entretanto fizeram uma

pausa para almoçar, depois do almoço, a família da Joana seguia tranquila,

pela autoestrada.

A Joana, que estava no banco de trás, como tinha acabado de comer e

estava a ficar um pouco ensonada, tirou o cinto para descansar:

“Para dormir é melhor sem cinto”, pensou.

De repente, um carro de cor acinzentada, numa linha contínua, passou para

a faixa por ondeia o pai da Joana. O pai da Joana conseguiu travar,

mas ainda assim bateu no carro da frente.

A Joana foi projetada e atingiu o banco da mãe. Felizmente, a projeção

não foi assim tão violenta, fazendo com que o ferimento não fosse tão grave.

O médico que a atendeu no hospital disse que, se tivesse cinto, não teria batido

com a cabeça nem ficado com dores...

durante semanas.

Ensinamento: O cinto pode parecer desconfortável mas pode salvar a tua vida.

Cinto de segurança: como manter e quando trocar? | Mobilidade Estadão |  Oficina Mobilidade 

João tinha passado o mês inteiro a preparar uma viagem incrível

para a sua esposa, já que não lhe havia dado nenhum presente de casamento.

Estava tudo a ser como ele planeou até que a certo momento o seu telemóvel toca

- era uma notificação de um amigo. Ele ia pegar no telemóvel para ler a mensagem

ou até mesmo responder, mas a sua esposa disse:


- É melhor não pegares no telemóvel, podes desconcentrar-te

da estrada e termos um acidente!


O João concordou e não pegou no telemóvel. Momentos depois ele tem

que fazer uma manobra de emergência pois um automobilista passou,

a alta velocidade, um sinal vermelho. Se tivesse ignorado o conselho

da sua cara metade talvez tivesse tido um acidente fatal e...

tudo por causa de uma simples mensagem banal.

Ensinamento: Mais vale ignorar uma notificação do que ignorar a própria vida.

Como desativar notificações no iPhone?

Num dia gélido, o André estava muito atrasado para o seu emprego

e ele tinha que chegar a horas pois poderia ser despedido.

Ele tinha ficado quase 30 minutos para além da hora na sua cama a descansar.

O seu chefe tinha imposto uma regra em que 3 faltas de atraso consecutivas

davam direito a despedimento. Mas o maior problema é que a empresa

ficava do outro lado da cidade… Ainda para mais com o frio e chuva,

estava muito trânsito!


O André tinha duas opções ou acelerava e “fosse o que Deus quisesse”

ou ia com calma e tentava se explicar. Ele escolheu a primeira e....

acelerou, acelerou, acelerou, até que o carro deslizou pela estrada molhada

e bateu num carro… Foi imediatamente levado para o Hospital e ficou internado.


Agora não consegue andar.
Ensinamento: Mesmo que estejas muito atrasado para alguma coisa

é melhor ir com prudência na estrada, podes te magoar e magoar os outros!

Condução defensiva - saiba como se proteger - fix&go

Atenção a segurança rodoviária não diz respeito apenas a veículos motorizados,

nós, peões e ciclistas também devemos ter o máximo de precaução

quando andamos na estrada!.

Um dia, durante a tarde, o Martim estava a andar pelo passeio

dirigindo-se para a escola, com os seus auscultadores novos que

tinha recebido no natal, a ouvir a sua música favorita,

mas o problema é que a música estava muito alta.

Ele estava tranquilo, tudo parecia bem, mas, ele decidiu

atravessar a linha do metro sem olhar à sua volta.

Como estava com os auscultadores não ouviu os avisos do metro

e foi atropelado, foi projetado para pelo menos a 20 metros de distância.

Foi levado de emergência para o Hospital... mas não sobreviveu.

Ensinamento: Nunca uses auscultadores ou vá a olhar para o telemóvel

quando estás na rua! De certeza que com os auscultadores

não vais ouvir os perigos à tua volta.

Uma vez, quando o Cristiano ainda era apenas um adolescente, 
estava a andar de bicicleta de noite,  mas ia sem nenhum 
equipamento de segurança, sem capacete, sem roupa visível e 
sem iluminação, não respeitava os sinais de trânsito, nada… 
Em determinado momento ele não respeitou um vermelho 
e bateu de frente com um carro. 
Foi levado ao Hospital e quase não sobreviveu
. Uma enfermeira disse que, se ele fosse com equipamento adequado,
 os ferimentos seriam muito menores. 
Daí em diante ele começou a usar equipamento adequado, 
e a ter mais precaução na rua.

Ensinamento: Fazer desporto é essencial,

mas devemos ter muito cuidado e usar equipamento adequado.

Durante a operação Ano Novo estaremos também atentos à segurança dos  ciclistas 🚲🚔 Deixamos alguns conselhos: - Use capacete, vestuário de  proteção resistente e material retrorrefletor; - Circule pelo lado direito  da 

                                                                A Missão das Linhas 

Na autoestrada brilhante, viviam três amigas muito especiais: Linha Contínua, Linha Tracejada

e Linha de Afastamento. 

Elas não eram linhas normais…eram Linhas Guardiãs responsáveis

por manter todos os carros na “ linha “. 

Numa manhã movimentada o carro Flash ia a acelerar pelo asfalto todo convencido

de que não precisava de seguir as regras, até que… 

- Eu sou rápido! Eu sei o que faço! - dizia ele, mudando de faixa sem avisar.

A Linha Contínua ficou chocada. 

- Flash! Não podes mudar de faixa aqui!!! - disse a Linha Contínua iluminando-se mais. 

- Isso é perigoso! 

Mas o Flash ignorou e ia ziguezagueando até que , de repente, um caminhão enorme

apareceu à sua frente numa ultrapassagem, Flash via a sua vida a passar pela frente,

mas conseguiu travar a tempo, os pneus até chiaram! 

A Linha Tracejada aproximou-se, piscando como uma luz amigável. 

- Flash, nós não estamos aqui só para decorar a estrada. Eu estou aqui para te mostrar onde podes

mudar de faixa em segurança.( disse em tom amigável ) 

- E eu a Linha Contínua estou aqui para te proteger quando não o podes fazer.

A Linha de Afastamento juntou-se. 

- E eu sirvo para dar espaço, a autoestrada só funciona quando cada um fica na sua faixa,

respeitando o espaço entre si! 

O Flash olhou para as linhas e percebeu… 

- Afinal vocês são importantes e estão aqui para tentar ajudar. 

- Exatamente! - disseram as três ao mesmo tempo. 

E a partir desse dia o Flash passou a seguir as regras

que as as Linhas Guardiãs lhe ensinaram: 

● Ficava na sua faixa;

● Mudava de linhas apenas quando via a Linha Tracejada; 

● Mantinha a distância dos outros carros; 

● E nunca,nunca passava por cima da Linha Contínua. 

Quando respeitadas as linhas a estrada fica mais segura para todos,

porque quem segue as linhas segue o caminho certo!!!

Código da Estrada: Sabe circular corretamente nas rotundas? 

O Sinal de STOP e o Menino Apressado

O Sinal de STOP viu o Tomás a chegar de trotinete, cheio de pressa para ir jogar futebol.
   O Tomás quase passou sem parar, mas o STOP parecia tão sério que ele decidiu travar um bocadinho.
   Nesse mesmo momento, um carro passou rápido na estrada.
   O Tomás arregalou os olhos.
        — “Uff… ainda bem que parei!”
   E continuou feliz, percebendo que um segundo de pausa pode salvar o dia. 

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 A Passadeira Orgulhosa 

   A Passadeira adorava quando as pessoas a usavam. Sentia-se útil e importante.
   Mas havia sempre alguém que atravessava fora dela. Isso deixava a Passadeira triste, porque sabia que era o lugar mais seguro.
   Um dia, um menino decidiu usá-la, mesmo que fosse um pequeno desvio. A Passadeira ficou tão contente que parecia até mais branca.

Ela sabia: perder um minuto para chegar à passadeira pode salvar vidas.

Pedestrians don't Always Have the Right of Way | Morris Bart, LLC 

 O Sinal que Protegeu a Marta

   O Sinal de Curva Perigosa estava ao lado da estrada, a avisar que vinha uma curva apertada.
   A Marta vinha de bicicleta e pensou em passar rápido para não se atrasar.
   Quando viu o sinal, decidiu abrandar um pouco.
   Na curva, percebeu que a estrada estava escorregadia e quase escorregou.
   Por ter prestado atenção ao sinal, conseguiu fazer a curva sem cair e seguiu em segurança.

“Ainda bem que vi o sinal!”

SINAT - A1a - Curva à direita 

 

 


terça-feira, 18 de novembro de 2025

MENSAGEM AO MAR - FAZ A TUA ONDA DE MUDANÇA!

 No âmbito da comemoração do Dia Nacional do Mar, foi lançado um pequeno desafio aos representantes do Eco-Escolas.

🌊Dia Nacional do Mar – 16 de novembro🌊

Atividade: “Mensagem ao Mar – Faz a tua onda de mudança!”


O mar é vida, energia e inspiração. 
Fornece alimento, regula o clima e é o lar de milhões de espécies.
Mas o mar também precisa de nós — enfrenta ameaças como a poluição, o aquecimento global e o desperdício. 
Podes saber mais aqui: https://www.youtube.com/watch?v=04jqXkBPA6A

Escreve um pequeno texto, poema, carta ou slogan que mostre:


·         o que o mar significa para ti 🌊

·         o que podemos fazer para o proteger 🌱 

Partilhamos aqui trabalhos ilustrativos dos objetivos desta atividade:


Matilde Ribeiro 

 Leonor Salvador
 
 

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Concurso "Contos de Fazer Tremer" - Proposta para os "10 Minutos a Ler"

        

     Foram muitos os trabalhos que chegaram à equipa da Biblioteca Escolar para participação no concurso "Contos de Fazer Tremer". Todos os participantes estão de parabéns pela qualidade das narrativas e pelo cumprimento escrupuloso dos requisitos elencados no Regulamento do Concurso.

    Compete-nos, no entanto, destacar os trabalhos que mais se ajustaram aos critérios do Concurso, sobretudo pela originalidade, coerência discursiva e coesão textual. Assim sendo, eis a lista de vencedores:

- 1º Prémio: Patrícia Pinto

- 2º Prémio: Cristiano Faria Santos

- 3ª Prémio: Catarina Sousa Silva

- Menção honrosa: Cecília Fonseca

Os respetivos diplomas e prémio já foram distribuídos e ficam aqui exemplos de narrativas que, pela qualidade e mérito, se destacaram nesta iniciativa.

Um agradecimento muito sincero aos professores Ricardo Chaves Jorge, Henrique Santos, Branca Dias e Cláudia Georgina Lobo que integraram o painel de jurados.


FOME DE VIVER


O sr. James sempre adorara plantas. Não tinha família, nem amigos e não se dava bem com os vizinhos. Nem bem nem mal. Não se dava.

O amor da sua vida era a sua estufa. Datada do século XVIII, feita em ferro forjado e vidro, era o lugar da sua paz. Foi herança dos seus já falecidos pais, que a deixaram ao Sr. James e ao seu irmão, que tinha ido para um país longínquo, no outro lado do mundo, embora também lá se falasse inglês como em Londres, onde o sr. James morava. O irmão tinha saltado para a terra dos cangurus e nunca mais regressou.

A mais viva – e muito viva – lembrança do irmão era uma planta que este lhe mandara, pouco depois de ter chegado à Austrália. Quem é que manda, por encomenda postal, uma planta num vaso? O mais estranho é que o Sr. James não gostava do irmão nem o irmão gostava dele! Já tinham passado tantos anos desde de que se viram pela última vez, que o Sr. James o chamava de “falecido”. E assim seguia a sua vida… Só ele e as suas plantas. Na sua estufa havia plantas muito estranhas e assustadoras. A planta que o sr. James recebeu do irmão, era ainda mais estranha e assustadora do que as outras: tinha um caule verde escuro, folhas ásperas com alguns picos muito afiados nas extremidades, e em cima parecia uma “boca” muito fechada. A planta era mais ou menos pequena, mas ao longo do tempo foi crescendo, crescendo e ficando cada vez maior… muito maior do que as outras que havia na estufa!! Começava a parecer que a estufa era demasiado pequena para uma planta de tal envergadura! A estufa era muito escura e tinha só com uma luz fraca intermitente, tinha um odor a mofo e a humidade… Lá fora andavam borboletas noturnas de asas muito negras; de vez em quando, durante o dia, ouvia-se um zumbido súbito de uma abelha surgida do nada…No ponto mais alto da parte interior do teto da estufa, com as vidraças baças revestidas a bolor esverdeado, estava sempre uma coruja em cima de uma barra metálica enferrujada, a vigiar. Mas quando a planta começou a ficar cada vez maior, a coruja, com os seus olhos enormes e o brilho das suas penas negras, deixou de dar sinais…

                Numa noite de tempestade, o sr. James foi à estufa regar as plantas quando reparou que a planta estava maior do que o teto, irrompendo pela claraboia de vidro, com um caule que mais parecia um tronco e que a coruja tinha desaparecido… Como viu que a planta já rompera lá para fora, tentou arranjar uma forma de ela ficar lá dentro. Quando o sr. James, munido de uma escada, ia tentar pôr a planta lá dentro, reparou que a “boca” da planta estava enorme, quase maior do que ele … Subitamente, numa velocidade que desafia o som, a extremidade da planta que parecia um bivalve gigante com picos aterradores abriu e fechou…com o Sr. James lá dentro!

Na pequena vila de Ashford, um homem sem amigos e invisível para os vizinhos deixou de regar as plantas. O ardina, madrugador, falava do roubo das joias da duquesa. As senhoras punham as rendas para a missa de domingo, o pão já saía, quente e fumegante, do forno.

Ninguém mais se lembrou do Sr.James. Ninguém? Na longínqua Austrália, um homem (parecido com ele) fumava o seu charuto com um sorriso maldoso no rosto…maldoso e mordaz, pois sabia que era uma questão de tempo até a carta com a notícia da sua herança chegar.

Patrícia Pinto


O Apartamento de Cima

    Num prédio de 8 andares, Joana morava sozinha no 7º andar. O apartamento de cima estava vazio — o dono morrera meses antes, e nenhum dos herdeiros quis ir para lá ou alugar.

    Quase todas as noites, por volta das três da manhã, ela ouvia passos. Passos oriundos do andar de cima! O apartamento vazio. Sempre às três da manhã, passos, passos, passos…

    Lentos. Pesados.

    Uma vez, cansada de perder o sono, subiu as escadas para reclamar. A porta do 8.02 estava trancada, a fechadura coberta de poeira. Havia uma teia de aranha que unia a parede à maçaneta da porta. Nenhuma luz, nenhum som. Mas, quando encostou o ouvido na madeira empoeirada da porta, ouviu algo lá dentro — respiração. Alguém parecia arfar. Um a respiração difusa, mas próxima.

    No dia seguinte, chamou o porteiro, com o molho de chaves mestras a tilintar no cinto. Ele subiu com ela, destrancou a porta… e o apartamento estava completamente vazio!!!Sem móveis, sem luz, só marcas de pegadas no chão em direção à janela.

    O porteiro olhou para Joana com desdém. Detestava que o fizessem perder tempo. Joana riu, nervosamente, dizendo que deviam ser coisas da sua cabeça.

    Porém, naquela mesma noite, os passos voltaram.

    Dessa vez, pararam exatamente acima da cama dela. Era como se o teto respirasse também.

    Antes que se conseguisse levantar, algo perpassou o teto , como se o teto fosse de vapor: um vulto preto de olhos vermelhos que parecia uma aranha gigante de quatro patas. Aterrorizada, Joana sentiu-se presa ao seu corpo. A criatura estava mesmo por cima dela e Joana sentia um peso esmagador sobre si, mal conseguia respirar.

    Joana fechou os olhos, em pânico, e tentou rezar.

    Escuridão e silêncio.

    Na manhã seguinte, o porteiro estranhou a falta do “Bom dia” de Joana, que ia sempre buscar pão de manhã. Todos os dias.

    A porta do 8.02 continuava cheia de pó. A pequena teia estava intacta. Não se via a aranha. Nem a Joana…

Cristiano Santos

O SEGREDO DO DESERTO

  O calor tórrido dificultava as escavações… John, o responsável pela equipa de arqueólogos, respirava com dificuldade. O detetor de metais tinha desatado a emitir um som incessante! Algo havia de metálico debaixo daquelas areias…

    Os elementos da equipa não pouparam esforços para desenterrar o que quer que fosse que estava -só Deus sabe há quanto tempo!- sob a superfície do deserto…

    Descobriram, para seu espanto, uma caixinha de ouro (a fazer lembrar as caixas de música) com uma inscrição numa língua que ninguém conhecia! 

    A surpresa e a alegria foram gerais! Decidiram logo esconder bem a caixa para não serem roubados por “piratas” do deserto. E, sem demora, rumaram para os EUA. John pediu aos amigos para ficar com a caixa, pois era o aniversário da sua filha e ele queria dar de presente! Todos concordaram.

    Mal o pai sabia que do erro terrível que estava a cometer!!!

    A Mariah ficou contente e quis logo abrir. Devagarinho, levantou a tampa e a caixa… estava vazia, mas soltou um pó branco que a Mariah respirou… De imediato, desmaiou!... Quando recuperou a consciência, os pais, John e Ellen, viram uma frieza estranha no olhar da jovem! Além da frieza, os olhos estavam vermelhos, maiores e ela nunca pestanejava!

    A mãe perguntou:

    - Estás bem, filha?

    A Mariah estava mesmo em frente à mãe e, de súbito, estava no canto oposto da sala!

    -Estou! - respondeu com voz áspera. - Desde que não me chateias a cabeça, sua velha ridícula!

    Ora a menina nunca tinha sido mal-educada…  e aquela mudança súbita, repentina, inexplicável de lugar tinha sido deveras aterrorizante!

    Assustado, o pai, que tinha acabado de entrar na sala, tentou impor a sua autoridade:

    -Voltas a falar assim com a tua mãe e ficas de castigo (fechada no quarto) durante um mês!

    Estranhamente, Mariah sorriu. Sorriu, não, riu em altas gargalhadas. 

    Porém o mais esquisito de tudo foi que as gargalhadas pareciam provir de muitas vozes: era uma gargalhada múltipla que emanava de uma só boca.

  Os pais começaram a achar que aquela criatura não era a filha que sempre conheceram…

    A mãe, que era muito crente em Deus, achou por bem levar a filha ao padre Michael, conhecido por resolver situações que os médicos não conseguiam nem solucionar, nem sequer diagnosticar.

      -  Atreva-se a tocar me! Desafio-vos! - trovejou “ Mariah”.

    O pai tocou-lhe, ao de leve, e Mariah escaldava. Soltou, de novo, uma gargalhada horrível.  

    Mariah passou a estar sempre no quarto, na cama, mas nunca dormia.

    Deixou também de falar com os pais: apenas os olhava com olhos de ódio. E nunca comia! Foi impossível levá-la até ao Padre Michael, mas este foi até ela. Ao vê-lo, Mariah primeiro insultou-o, mas, quando viu o crucifixo…

    -Acorda, John! Acorda! - disseram os companheiros de expedição arqueológica - tiveste um golpe de calor e começaste a alucinar!

    -O quê? Onde… onde estou? - perguntou, atordoado, John. 

    No deserto do Saara, há horas que estás a alucinar! Mexes-te e dizes

palavras imperceptíveis, - respondeu Charles, colega de expedição e melhor

amigo de John.

    -Então eu nunca cheguei a sair daqui?

    -Não! - disse Charles - falaste na tua filha, num tal de Michael, gritavas, mostravas-te agitado, mas estiveste sempre aqui, alucinado e febril…

    Ainda confuso, John percebeu que tinha experimentado uma alucinação.

    A caixa de ouro continuava no seu bolso, com os seus dizeres em árabe arcaico, cujo significado é “nunca me ABRAS, por proteção da tua alma.”

Catarina Silva


QUANDO EU FECHAR OS OLHOS

    Na Idade Média, numa casa fria: fria ao ponto de fazer tremer, vivia um homem, um homem adulto, que fazia sempre as mesmas coisas: acordava, comia, trocava de roupa e ia para o trabalho. Voltava ao fim da tarde, jantava, lia um livro e ia dormir.

    Certo dia, o primeiro em décadas em que se atrasou para o trabalho, arranjou-se à pressa, abriu a porta e, quando estava prestes a sair, disse:
— Oh, não! Esqueci-me do meu casaco.
    Virou-se para o ir buscar e viu, pela primeira vez, um vulto.
    No momento, teve uma ligeira impressão de já o ter visto antes. Mas não pensou muito: estava atrasado, não tinha tempo para isso.
    Como não deu grande importância àquilo, seguiu a sua rotina normalmente, mas, lá no fundo, algo o inquietava. Passados alguns dias, enquanto se arrumava para o trabalho, ao olhar- se ao espelho, viu novamente aquela figura: uma coisa feia, disforme.
    Ficou paralisado. Aquela coisa outra vez. Sentiu um medo aterrador, como se uma mão gelada lhe pousasse no ombro.
    Desde então, passou a vê-la o tempo todo, sobretudo nos espelhos. Desesperado e apavorado, cobriu todos os espelhos da casa. Ainda assim, sentia-se ameaçado. O medo tomou conta de si.
    Sem dormir há dias, exausto, acabou por adormecer. Ao acordar, deparou-se novamente com aquela coisa maligna, à beira da sua cama. Paralisado, sentiu um horror tão grande que mal conseguia respirar.
    Nesse instante, uma lembrança veio à tona: aquela coisa já o atormentava desde a infância.
    Assustado e temendo o pior, fechou os olhos, na esperança de que, ao abri-los novamente, a coisa já não estivesse lá.
    Mas, infelizmente... estava. E a oficina onde o senhor trabalhava nunca mais contou com a sua presença...

                                                                                                                  Cecília Fonseca

sábado, 1 de novembro de 2025

OS RUMORES SÃO VERDADE...

 A Biblioteca Escolar foi "invadida" por irrequietos... ZOMBIES. Neste caso, irrequietas... e muito talentosas. Felicitações à Iara e à Mafalda do 6ºA que, de forma completamente espontânea e improvisada, se alinharam numa coreografia digna da mais famosa das canções de Halloween. E fica aqui um desafio: que tal amplificar-se estes espaços coreográficos para uma "flash mob" com dezenas de alunos? Até porque o Halloween, tal como o Natal, é quando um aluno quiser!